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Horácio era um calão e andava sempre à procura de desculpas para fazer gazeta.
"Matou" a avó materna. Duas vezes. Os tios, as tias, os primos todos até à quinta geração. Não tendo mais quem enterrar, virou-se para as doenças.
Dores de cabeça, de costas, nas pernas, no coração, enfim, não houve órgão que escapasse à ronha de Horácio que, enquanto pôde, esgotou toda a anatomia.
Um (raro) dia, que se encontrava a "trabalhar", virou-se para uma colega e disse:
- 'Tou cansado...tenho de inventar qualquer coisa para me pôr na alheta...
- Outra vez Horácio ?! 'Tarda nada és despedido pá !
-Sou nada! Desta vez vou fingir que estou maluco. Vais ver se não me mandam para casa!
- Duvido.
-Ai duvidas?! Então aprende que eu não duro sempre.
Dito isto, Horácio pendurou-se de cabeça para baixo no teto, mesmo no sítio do candeeiro. O chefe chegou à sala, viu Horácio nestes preparos e perguntou :
- Ó homem , o que é que você está aí a fazer?!
- Então chefe, sou uma lâmpada!
- Você é o quê Horácio?!
- Uma lâmpada chefe.
- Ó homem, você não está bem...vá mas é para casa uns dias descansar!
Horácio sai triunfante, não sem antes piscar o olho à sua colega que observava a cena. Revoltada porque ia ficar novamente com trabalho a dobrar,decide também tentar a sua sorte.
Começou a arrumar as coisas e quando se preparava para sair, foi interrompida pelo chefe:
- Ó Célia , onde é que julga que vai?!
- Vou-me embora p'ra casa chefe.
- Embora? Porquê?
- Porque não consigo trabalhar às escuras!

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