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To tell or not do tell?

por Pequeno caso sério, em 24.05.19

Há uns anos aconteceu-me uma coisa que já deve ter acontecido a muito boa gente:uma amiga começou a sair com um merdas que, entre vários predicados,galava tudo o que mexesse. 

Como já lhe conhecia o historial,alertei-a.

Levou a mal.

Ficou azeda comigo durante algum tempo. Acho que pensou que lhe estaria a invejar a sorte pois na altura eu estava sozinha e saíamos muito as duas.

Só que não.

Podem faltar-me muitas aptidões mas de burra tenho muito pouco . Acho que o criador  me quis compensar a falta de centímetros e o excesso de maluqueira  com um faro apuradíssimo para detetar a filha da putice a léguas. 

 

Os meses foram passando e a coisa foi ficando mais...séria. Prometi a mim mesma que nunca mais lhe diria uma única palavra sobre o gajo. E assim foi. A nossa relação de amizade voltou a ser o que era mas o gajo continuava a ser um assunto sobre o qual nenhuma das duas ousava falar. Um verdadeiro elefante na loja de cristais.

Eu sentia - a feliz e isso... bastava.

O gajo foi tentando conquistar a minha simpatia mas teve azar : sou de ideias fixas e quando quero/preciso sou a filha da puta mais fria à face da Terra. Não me orgulho disto mas a verdade é que esta é uma das características mais vincadas em mim.

 

Um dia, sem que nada o fizesse prever, vi-o com outra gaja num sítio improvável. Ele não me viu e eu fiquei com um dilema por resolver : contar ou não contar. 

Segui o meu instinto e contei.

Resultado: o gajo desmentiu tudo e a minha "amiga" zangou-se comigo de vez.

E foi graças ao meu instinto que percebi que afinal aquela pessoa não merecia a minha amizade. 

Ao longo do tempo fez várias tentativas para se reaproximar de mim mas lá está , este feitiozinho de merda apagou do disco rígido qualquer sentimento que algum dia nutri por aquela pessoa. Como se nunca tivesse feito parte da minha vida.

E nunca mais me lembrei desta história...até hoje ter visto isto no Facebook:

2019-05-16 20.56.21.png

Para que conste, eu não sou a poia. 

E de fofinhice também não tenho nada.

Portanto, descobri que afinal sou um cérebro. Foram precisos 46 anos. Mas cheguei lá. 

csscissors.jpg


7 comentários

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De Sofia a 24.05.2019 às 08:36

Rapariga, somos do signo touro! E aí nada a fazer. Quando curtamos é pela raíz....
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De Pequeno caso sério a 25.05.2019 às 10:31

Não sei se é característica do signo touro...mas eu sou assim .Nada a fazer.
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De Sofia a 25.05.2019 às 10:33

Há coisas que acredito que são! Posso ser um doce e uma querida, mas também a pessoa mais fria...
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De Anita a 24.05.2019 às 12:23


Também sou uma pouco como tu - de ideias fixas. e quando alguém dá um passo em falso, raramente dou hipóteses. Sigo o meu caminho
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De Pequeno caso sério a 25.05.2019 às 10:33

Se falham uma primeira vez, certamente fariam a segunda.
Comigo não há esse problema.
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De Magui Ferreira a 26.05.2019 às 19:21

E não é tão bom ter cérebro?
Pena que nem toda a gente tenha um!!
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De Pequeno caso sério a 27.05.2019 às 07:12

Cada vez mais raro.

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