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Muito simples.

Mostrem-lhes isto e verão que é remédio santo:

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Ou então isto que é só a melhor "lição" sobre Covid a que alguma vez já assisti :

 

Captura de Ecrã (17).png

Obrigada ao Bruno Nogueira pelo autêntico serviço publico que prestou às 110 mil pessoas que assistiram.

Obrigada ao Dr. Gustavo Carona pelo testemunho e pela dedicação. É muito bom saber que ainda há médicos que têm o coração do lado certo. 

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Gasolineiras: pré pagamento ou roubo?

por Pequeno caso sério, em 19.01.21

Se tal como eu têm de se deslocar em viatura própria para o trabalho é com certeza frequente terem de dar palha à mula, vulgo, atestar o depósito.

Ora sucede que como sou uma tesa do caraças aproveito o facto de ter um cartão de "desconto" numa gasolineira que está associado ao seguro do carro e que me permite não só poupar uns euritos de cada vez que lá vou como também (aquilo que todo o pobre gosta) acumular pontos que posso trocar mais tarde por pequenos eletrodomésticos ou por qualquer produto que tenham em catálogo. Até aqui tudo muito bem. Parece que é coisa pouca mas ao fim do ano quando me mandam por mail a quantia que poupei com o cartão, até bato palminhas.E se juntarmos também  o cartão do marido, até faço o pino.

Acontece que muito recentemente a bomba a que me desloco quase sempre deixou de ter disponível a modalidade chegue-abasteça-e-pague-só-no-fim. Agora, é preciso ir primeiro lá dentro pagar e só depois abastecer. Tudo bem. Até consigo perceber que na modalidade anterior os calotes fossem mais que muitos e tenham obrigado os donos das gasolineiras a precaver-se.

O que eu não aceito é fazerem de mim ainda mais parva.

 

Ontem ao fim da tarde fui abastecer com 30 euros (pobre que é pobre, abastece às mijinhas). 

Agarro no toalhete de papel e seguro na agulheta que enfio no depósito.

Assim que aperto, sinto um jato poderoso a sair que até tremia a mão.

Quando chegou aos 27 euros, minhas amigas, aquilo parecia um velho de oitenta anos a mijar para uma árvore: um jato que mal se sentia e muito d-e-v-a-g-a-r-i-n-h-o. Levei o dobro do tempo a abastecer 3 euros comparativamente aos outros 27 obrigando-me à figura ridícula de estar ali especada de mangueira na mão (que imagem linda) a bufar. Cusca, decidi tirar a agulheta para visualizar o que de lá saía. Não só fodi um dos botins com um pingo de gasóleo, como comprovei que me estavam a engrupir  pois aquilo eram gotas, senhoras, gotas de gasóil  misturadas com ar.

Maneiras que na próxima semana estou lá batida outra vez na mesma bomba.

Adivinham para quê?

Exato.

 

 

nota: isto passou-se numa marca de gasolina mas tenho a certeza que todas as que adotaram a modalidade de roubo à descarada pré-pagamento façam a mesma coisa. É verificar da próxima vez que lá forem. Experimentem abastecer uma vez (se conseguirem!) sem pré pagamento e outra com pré pagamento e sintam a pujança da agulheta numa e noutra situação. Depois é só multiplicar isto por milhares de clientes por dia. Resultado? 

 

É só fazer as contas!

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Culpa nossa? Minha não.

por Pequeno caso sério, em 18.01.21

Hoje o post não é no registo de maluqueira habitual. E porquê? Porque o que se passa é demasiado sério. Até para mim.

 

Desde março, repito, março, que só saio de casa para comprar comida, ir à farmácia/médico e ir trabalhar.

Não vou comer fora (mesmo quando era permitido).

Não janto com os meus pais há meses e as poucas visitas que lhes faço são de máscara, sem afetos e distantes uns dos outros.

O Natal e Ano Novo foi feito a 3, longe de tudo e de todos.

A única vez que "rompi " o confinamento foi em julho para ir à praia com 4 amigas com quem não estava fisicamente há meses porque fiz anos em maio e achámos que a praia seria um lugar seguro. E foi. Andámos muito a pé num dia particularmente quente, até sermos só nós e os nossos chapéus de Sol. Cada uma levou a sua comida. Era isto ou nada. Preferi isto.

 

A minha filha fez 18 anos em pleno 1°confinamento e não teve direito a comemorar como devia a sua maioridade .

Não teve o tão desejado baile de finalistas cujo vestido continua pendurado atrás da porta do quarto na esperança sabe-se lá de quê. 

A viagem de finalistas, planeada durante meses, também não aconteceu...nem sei se virá a acontecer.

Durante o verão foi 3/4 vezes à praia com um grupo restrito de amigos. 

Está há meses a ter aulas on line e ainda não sabe o que é o espírito académico. 

 

 

É por tudo isto que fico verdadeiramente fodida com as imagens que vi deste fim de semana.

Gente aos magotes em "passeios higiénicos"  nos paredões deste país...enquanto morriam pessoas dentro de ambulâncias na porta do hospital à espera de serem atendidas...enquanto médicos e enfermeiros, exaustos, tentam acudir quem podem e começam a ter de fazer...escolhas.

 

Caralho.

Caralho para quem só pensa no seu umbigo. 

 

Ah e tal mas pode-se sair para desanuviar. Também faz falta.

 

O  ca-ra-lho.

Querem desanuviar? Leiam um livro. Vejam uma série. Telefonem àquele amigo que já não vêem há muito. Agora têm tempo para isso tudo.

 

E não culpem só o governo. O governo só disse que podem, não disse que devem. 

Se tomaram muitas decisões erradas? Claro que sim. E a mais errada de todas foi esta espécie de confinamento baseado no bom senso das pessoas. O resultado está à vista: Portugal foi ontem o país com mais casos por milhão de habitantes do mundo. Repito, do mundo. Problema? Portugal não tem um SNS à altura deste embate. E aí sim, o único culpado é o governo que, apesar de todas as evidências, não soube apetrechar o SNS antes da vaga chegar.

Quero lá saber se é a segunda ou a terceira porque eu, nunca saí da primeira.

E as escolas, autênticos Covidários, que se mantêm abertas? Outro tiro no pé. Dos grandes. Daqueles que vão fazer disparar as linhas dos gráficos nos próximos dias. Gostava de estar enganada. Mas não estou. 

 

Para quem acredita, é rezar.

É rezar para não nos calhar a nós ou aos nossos precisar do SNS por estes dias. Li ontem as palavras de um médico que me impressionaram :

"Quem por estes dias precisar de recorrer ao hospital com uma "simples" fratura do colo do fémur, o mais provável é que não volte a andar ".

 

E foi a isto que chegámos. Quem sempre cumpriu e quem se esteve e está completamente a cagar.

Culpa nossa? Minha não. 

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2020: do medo à esperança

por Pequeno caso sério, em 31.12.20

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Trinta e um de dezembro de dois mil e vinte.

 

Assim mesmo. Por extenso. Tal como foi extenso o ano que apesar de inesquecível, não vai deixar saudades.

O ano mais atípico de toda a nossa existência. 

O ano em que presenciámos cidades em silêncio e despidas de gente.

O ano que fomos forçados a ficar em casa e descobrir o que realmente importa.

O ano em que aprendemos (será que aprendemos mesmo?) a valorizar os profissionais de saúde.

O ano do teletrabalho, do ensino à distância e da dependência da internet.

 

Enquanto escrevo o ultimo post do ano olho para os números de ontem do Covid-19 em Portugal:

79 mortos e 6.049 novos casos de infeção.

A curva sobe de novo e temo que não fique por aqui. É o preço de alguns terem andado a brincar aos Natais como se de um qualquer ano normal se tratasse. Mas é um preço que pagaremos todos: quem cumpre e quem continua a achar que só desta vez não faz mal.

 

Aguardemos então que a tão esperada vacina seja o princípio do fim e que o ano que começa já amanhã seja o ano da verdadeira mudança. Para que o dia trinta e um de dezembro não volte a ser escrito por extenso

 

 

A todos quantos passam por aqui, deixo votos que tenham um ano cheio de saúde. O "resto" a gente vai levando. Cá estarei para vos fazer companhia, no habitual registo de maluqueira, já a partir de dia 4 de janeiro.

À nossa !

 

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Se fico chateada? Claro que fico chateada!

por Pequeno caso sério, em 10.11.20

Há algumas coisas que me tiram do sério: 

1-a mentira. 'Pá, não dá. Posso até perdoar (relevar vá, que perdoar não é p'ra mim, lamento) um disparate mas uma mentira, jamais.

 

2-aquela coisa do "tenho uma coisa p'ra te dizer...mas não pode ser agora!" Foda-se. Se não pode ser na hora, então nem comecem a conversa! 

 

3- a dualidade de critérios para situações similares.

 

4- os argumentos estúpidos.

 

E foi aqui, no item n°4, que os meus olhinhos bateram enquanto lia as notícias do dia. Atentai nesta merdavilha:

 

Proposta que será entregue para ser incluída no próximo  orçamento de estado: mensalidade do ginásios poderá ser descontada no IRS do próximo ano 

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(pausa para esperar que a vista pare de tremer c'os nerves)

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(não parou...e agora treme-se-me o lábio também...'tou fodida que para além de maluca fiquei cheia de tiques)

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Oi? Mensalidade do ginásio poderá  entrar no IRS?!

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'Mequié?!?

'Tão obrigaram-me a estar em teletrabalho com a internet da minha casa, paga por mim, com um computador que era meu e que, como datava de 1914 deu o peido mestre obrigando-me a ir comprar outro (caso contrário não tinha como trabalhar) E A PROPOSTA DE DESPESA PARA SER DEDUTÍVEL NO IRS É A MENSALIDADE DO GINÁSIO?!?

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Sou só eu a ficar indignada com isto?!

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E novidades?

por Pequeno caso sério, em 28.09.20

Andou a 'ternet num alvoroço porque na última semana a SIC resolveu colocar como pivot um jornalista negro:

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Que sim senhor;

Parabéns à SIC pela inovação (?);

Que pôr um negro com rastas como pivot nas notícias não devia ser motivo de espanto nos dias que correm, mas infelizmente ainda é ;

A SIC a dar cartas contra o preconceito;

.......e blá blá blá whiskas saquetas.

Álaver :

Tudo o que foi dito acima estaria certo não fosse o fuzuê todo que se criou à volta disto coincidir com três coisinhas que provavelmente só as 'ssoas mais atentas deram conta:

1- a escolha do moço aparecer no rescaldo da estreia da Tininha na TVI.

2- o tema "racismo" estar na ordem do dia;

3-  de ser mais um "não assunto" pois há muito tempo que umpivot com cabelo afro nos dá as piores e melhores notícias do país e do mundo, sem que uma linha se tenha escrito sobre o assunto:

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Moral da história:

Em prol das audiências, fale-se bem ou mal, o importante é que se fale. 

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S.O.S

por Pequeno caso sério, em 22.07.20

(interrompemos o habitual registo de maluqueira pois a causa merece) 

 

 

É do conhecimento público que se antes da pandemia já havia bastantes casos de violência doméstica, com o confinamento obrigatório, esse número escalou. 

É também sabido que muitas vezes as vítimas são altamente controladas não conseguindo pedir ajuda de forma nenhuma.

Pensando nisso, as farmácias portuguesas puseram mãos à obra e decidiram criar uma espécie de "código" que poderá ser usado pelas vítimas quando forem a um balcão mesmo que estejam acompanhadas pelo agressor . 

Ao usar a expressão "Máscara 19", o farmacêutico saberá exatamente o que fazer.

 

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    Toca a divulgar. 

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Corona Parties

por Pequeno caso sério, em 23.06.20

Andava aqui a controlar-me para não falar disto...mas depois do último fim de semana e das consequências que daí advieram, não dá mais.

Estou a falar das Corona Parties onde vemos magotes de gente em festejos como se houvesse uma grande merda para festejar.

Tiremos a esses magotes os adultos (?) que supostamente já têm idade para ter juízo, não porque tenham esse direito, porque não o têm, mas porque teoricamente já conseguem discernir o bem do mal, o certo do errado, o preto, o branco e todas as zonas cinzentas lá pelo meio.

Foquemo-nos então nos outros que representam a grande parte dos participantes nessas festas: os jovens.

São irreverentes, desafiam, testam e tentam contornar o sistema. Até aqui nada de novo. 

Eu disse tentam e repito, tentam, porque é aí que eu gostava de saber onde estão  os pais desta malta.

Aqueles que deviam dizer não na hora certa.

Aqueles que deviam saber que educar dá muito trabalho.

Aqueles que durante as reuniões de pais interrompem vezes sem conta para dizer à boca cheia à Diretora de Turma e aos presentes que o meu "Rúben Fábio" em casa não é assim que eu sei bem quem tenho.

Pois.

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Então Pequeno caso sério...

por Pequeno caso sério, em 18.05.20

...o que tens a dizer sobre a reabertura das creches?- perguntam vocês com esse ar de quem quer ver o circo pegar fogo e tem bilhetes para a primeira fila.

 

 

E eu respondo:

A tão pouco tempo do final do ano letivo creio que uma medida destas só pode ter por base a urgência dos pais irem trabalhar e precisarem de deixar os garotos em algum lugar.

Compreendo a necessidade dos pais mas espero bem não estar enganada quanto às medidas de segurança (?) adotadas com o selo de quólidade da sôdona Graça:

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E mesmo que os colhões  colchões estejam à distância devida, não tenhamos ilusões sobre o que realmente irá acontecer depois dos pequenitos estarem dois meses sem se ver...

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...isto depois de berrarem baba e ranho (que convenientemente irão espalhar por tudo quanto é sítio) durante a primeira hora em que vão chegar à creche e encontar astronautas em vez das educadoras e auxiliares.

 

#'Tãonãovanosficarbem?

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Diário de uma quarentona em quarentena#3

por Pequeno caso sério, em 30.04.20

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Querido diário, 

quarenta e seis dias volvidos de isolamento social e de teletrabalho tenho aprendido muitas coisas sobre mim própria e sobre os outros.

Descobri , por exemplo, que sou mais tolerante à dor do que pensava.

E que o "voyerismo" ainda se pratica sobretudo se se tiver por perto uma mangueira para regar as plantas. Desde que esteja aberta.

Constatei isto tudo quando, numa tarde de sábado, tive a brilhante ideia de me por ao Sol na Varanda.

Durante a exposição solar achei que era boa ideia levantar as calças do fato de treino que vai parar ao lixo mal acabe esta merda toda até ao joelho para ganhar uma corzinha.

Percebi que a teoria de que descendemos dos animais se confirma mas não acertou no animal. Eu não descendo do macaco, mas sim do porco. Rosadinha, gorda e com mais pêlos nas pernas do que um bocado de toucinho.

Primeiro pensei em chamuscá-los com um isqueiro mas confesso que o cheiro me incomodou um bocadinho. Não que tivesse tentado. Contaram-me.

Depois, tive uma ideia melhor. Fui buscar uma pinça e decidi tirar os pêlos um por um. Fiquei na varanda umas boas duas horas e não tirei nem metade. Não apanhei bronze nenhum mas ganhei uma dor nas costas bestial . Ah, e também fiquei com as pernas todas malhadas pois onde consegui tirar a pelanga ia ficando uma mancha vermelha. A sensação é igual à de estar no deserto num dia de vento a levar com areia fininha pelas trombas. Mas sem os camelos.

Por falar em camelos, o vizinho da casa em frente à minha presenciou o início do espetáculo à borla. Quando dei conta decidi acabar-lhe com a alegria . Se me fui embora? Nã. Fiz pior. Virei-me de costas para ele. Quer espetáculo, pague. Não há guita? Não há palhaços. 

Quando já não aguentava com as costas e me consegui levantar , fui para dentro beber um galão e comer umas bolachinhas.

Sinceramente não percebo porque é que as pessoas passam a vida a reclamar e se entediam tanto por estarem fechadas em casa...

Há montes de coisas giras que podemos fazer para nos mantermos mentalmente sãos:

 

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