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Sacos de papel? Não, obrigada.

por Pequeno caso sério, em 07.09.20

Tendo o frigorífico a níveis muito abaixo do recomendável, fiz-me à vida e fui ao supermercado. 

Como é uma tarefa que A-DO-RO fazer, procuro ser o mais rápida que consigo e assim que chego, tiro logo as senhas da peixaria e do talho.Depois vou fazer o resto das compras controlando a coisa pelos ecrãs que estão espalhados.

Chegou a minha vez na peixaria.

Pedi douradas e qual não é o meu espanto quando o rapaz me enfia o peixe dentro de um saco de papel. Todo o peixe que se seguiu, igual incluindo o peixe congelado.

Álaver, não  é preciso ser um génio para perceber que aquilo ia dar merda. E deu.

Foi o tempo de ser rapidamente atendida no talho e seguir para a caixa onde também não esperei muito.

Quando coloquei os sacos do peixe em cima do tapete já aquela merda fazia antever javardice. Uma molhanga viscosa constituída por papel molhado e água de peixe (blhéc!) ia deixando rasto.

Mas o pior ainda estava p'ra vir.

Fui a rezar a todos os santinhos que os sacos das compras conseguissem conter aquela merda até chegar a casa sem emporcalhar o meu rico carrinho. Aconteceu? Aconteceu. Mas, chegando a casa, houve um saco que foi inadvertidamente virado ao contrário entornando a molhanga no chão da cozinha. Agora visualizem :

40 graus.

 

Toda pinguça com a roupa colada ao corpo depois de carregar tudo até ao segundo andar. 

 

Ter de arrumar tudo em sacos próprios para congelação. 

 

E, de prémio, ter de lavar o chão da cozinha cheio de Eau de pêxe fédorant.

 

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E isto tudo porquê? Por causa do caralhete dos sacos de papel que diz que são mais "amigos do ambiente"... 

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Ah se eu pudesse...

Se eu pudesse dar uma palavrinha a quem teve esta ideia de merda...

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Corona Parties

por Pequeno caso sério, em 23.06.20

Andava aqui a controlar-me para não falar disto...mas depois do último fim de semana e das consequências que daí advieram, não dá mais.

Estou a falar das Corona Parties onde vemos magotes de gente em festejos como se houvesse uma grande merda para festejar.

Tiremos a esses magotes os adultos (?) que supostamente já têm idade para ter juízo, não porque tenham esse direito, porque não o têm, mas porque teoricamente já conseguem discernir o bem do mal, o certo do errado, o preto, o branco e todas as zonas cinzentas lá pelo meio.

Foquemo-nos então nos outros que representam a grande parte dos participantes nessas festas: os jovens.

São irreverentes, desafiam, testam e tentam contornar o sistema. Até aqui nada de novo. 

Eu disse tentam e repito, tentam, porque é aí que eu gostava de saber onde estão  os pais desta malta.

Aqueles que deviam dizer não na hora certa.

Aqueles que deviam saber que educar dá muito trabalho.

Aqueles que durante as reuniões de pais interrompem vezes sem conta para dizer à boca cheia à Diretora de Turma e aos presentes que o meu "Rúben Fábio" em casa não é assim que eu sei bem quem tenho.

Pois.

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After life

por Pequeno caso sério, em 04.06.20

Agora que desconfinais mas ainda sois 'ssoas conscientes e ides ficar em casa durante o fim-de-semana, quererdes uma série boa mas boa como as gaijas de Ermesinde?

Daquelas séries tão boas, mas tão boas que temos necessidade de aviar as duas temporadas num dia?

Então Pequeno caso sério aguça-vos o apetite.

Chama-se After life. 

E tem a capacidade de nos levar às lágrimas de alegria e de tristeza no espaço de dois minutos.

Faz-nos viajar para o interior de nós mesmos para aquelas esquinas que gostamos de pensar que não temos.

Obriga-nos a olhar para os "invisíveis".

Leva-nos a repensar a vida depois da morte. Da "vida" que fica de quem parte e da vida de quem cá fica sobrevivendo. 

Mostra-nos a verdadeira importância que um animal pode ter na nossa vida e de como nos tornam em pessoas infinitamente melhores.

Fala-nos do amor nas suas variadas dimensões.  

Oferece-nos um ator principal do caraças, um argumento ma-gis-tral e um elenco ímpar : um viúvo depressivo que "trabalha" num jornal de uma pequena localidade que diz e faz o que lhe apetece; uma cadela especial ; um carteiro abusado; um drógado que podia ser qualquer um de nós; uma puta, perdão, uma trabalhadora do sexo, com muito amor p'ra dar; um pai que deixou de saber quem é mas a quem o filho nunca abandonou; uns colegas de redação escolhidos a dedo e um terapeuta completamente louco. Isto tudo numa cidadezinha de fim de mundo onde moram as personagens que mais gargalhadas me arrancaram na quarentena. 

Único defeito da série?Ainda não tem terceira temporada.Mas vai ter. E eu cá estarei para a devorar.

Até lá fiquem com um cheirinho do que têm andado a perder :

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Senhores da Zara, obrigadinha!

por Pequeno caso sério, em 02.06.20

Já todos sabemos que a moda é cíclica, que devemos guardar tudo pois mais dia menos dia volta a usar-se, que o que hoje é brega amanhã vira fashion e...

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Também já sabemos por experiência própria que ninguém saiu desta quarentena melhor do que entrou no que ao corpitxo diz respeito, certo? Certo.

Então expliquem-me lá porque é que os senhores da Zara, de todas as modas parvas que podiam ter ido desenterrar ao baú, logo agora que uma 'ssoa tem os bracinhos carregados de godilhame , se lembraram de vender isto:

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Sim senhora, blusas sem mangas e com chumaços (ou se preferirem, enchumaços). Coisa 'mai linda. Bhléc.

Parecemos uns chocos sem cabeça, ficamos sem pescoço e se não tiverem bem cosidos à roupa somos bem capazes de os ir apanhar à barriga. Das pernas. Ou aos tornozelos.

 

Porquê senhores da Zara? Porquê?!?

 

Se queriam ditar novas tendências a cheirar a mofo então havia muito por onde escolher. 

Por exemplo, a moda em que se descarregava uma lata de laca na franja até que ela ficasse capaz de partir uma parede mas que nos fazia parecer mais altas:

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Ou esta sandalete de plástico que apesar de cheirar a baunilha deixava os pés todos cagados de uma gosma preta, punha os mindinhos a pedir socorro e nos aumentavam uns bons oito centímetros de altura :

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Se usei alguma das duas?

Claro que não! 

Mas uma amiga minha que só tinha um metro e meio usou e contou-me. 

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Online ou Offline?

por Pequeno caso sério, em 20.04.20

Muito se tem dito sobre a maneira como a escola tem chegado aos miúdos... e como não podia deixar de ser, Pequeno caso sério também tem umas postas de pescada para mandar.

Álaver. 

Que os miúdos não devem ficar meses sem contacto com a escola já toda a gente percebeu. Se eles com um mês de férias regressam sabe Deus como, se ficassem meses sem pegar em nada havia de ser bonito.

É preciso sublinhar que antes que o (des)governo legislasse fosse o que fosse , os professores, esses calões que não fazem nenhum e passam a vida a fazer greves, arregaçaram as mangas e começaram a fazer o que podiam como sabiam para chegar aos miúdos.

Apesar da intenção ter sido a melhor, esse foi o primeiro erro. Porquê? Porque toda a gente sabe que quando se dá uma unha, a seguir o dedo já não chega, querem logo o braço. 

E desta vez não foi exceção. 

Agora, a maior parte das escolas deste país está a funcionar de forma remota para crianças numa faixa etária que vai dos 7 aos 18 anos e em contextos tão díspares que, contado, até custaria a acreditar. Aqui, tal como no Covides, desconfio muito dos número divulgados sobre quem tem acesso à rede.  

Se até consigo vislumbrar a exequibilidade disto com miúdos mais velhos, confesso que com os pequeninos me faz imensa confusão. 

Agora pergunto: 

Já perderam tempo a ler sobre o que alguns adolescentes têm feito com estas "aulas on line" ? Não? Deviam. 

Há de tudo. E quando digo, tudo, é mesmo tudo. Percam um bocadinho do vosso tempo e leiam sobre o assunto.

Se me surpreendeu?

Sinceramente, não. 

Os alunos continuam a ter exatamente o mesmo tipo de comportamento que tinham nas aulas, só que agora, também eles, tiveram de se reinventar. 

 

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Li por aí uma coisa que resume exatamente aquilo que penso sobre este assunto:  

..."A tormenta em que muitas escolas se encontram é o resultado de um grande afastamento não da tecnologia mas da formação de modelos pedagógicos que naturalmente incluem tecnologia e que naturalmente levam o seu tempo e fazem-se com planeamento de pontes antes de correr para precipício"...

 

O curioso é que nunca ninguém se tenha lembrado de perguntar aos professores se, pelo menos, "sabiam nadar" . Ou se as "bóias" que tinham em casa (assumindo que as tinham) estavam em condições de "salvar" alguém. 

 

É que a mim não me restam grandes dúvidas que no final disto tudo serão eles, para não variar, os "responsáveis" pelos que "derem à costa a boiar". Vai uma aposta?

 

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Onde estavam as palmas?

por Pequeno caso sério, em 16.03.20

Não fui à janela bater palmas neste sábado à noite. Não porque ache que os profissionais do SNS não mereçam mas porque não vou em carneiradas. 

Talvez não fosse mau relembrar a todos quantos bateram palmas à janela para os vizinhos verem e ficar bonito no vídeo que logo a seguir publicaram que há bem pouco tempo, médicos e enfermeiros fizeram greve por exigerem melhores condições de trabalho num SNS que é de TODOS  

ONDE ESTAVAM AS PALMAS NESSA ALTURA?

Exato. 

Talvez também não fosse mau relembrar a quantidade de enfermeiros que tiveram de emigrar para arranjar trabalho.

ONDE ESTAVAM AS PALMAS NESSA ALTURA?

Exato. 

 

Os profissionais  de saúde não querem palmas à janela.

Querem RESPEITO pelas instruções que repitadamente transmitem : FICAR EM CASA! 

Querem não ser agredidos no seu local de trabalho. 

Querem não sair de um turno, exaustos, passar de carro a caminho de casa e constatar magotes de gente em filas de supermercados.

Querem ver as esplanadas vazias.

Querem ver as cidades despidas de gente que continua a agir como se isto fosse só uma gripe.

Querem que os nossos governantes tenham os tomates no sítio certo e tomem medidas sérias.

Querem que os AJUDEMOS a controlar isto.

Façam a vossa parte e deixem-se de carneiradas. 

 

 

 

 

Daqui, do silêncio do meu sofá, presto a minha singela homenagem a todos quantos diariamente arriscam a SUA vida, para que possamos continuar com a nossa. Bem hajam. 

 

Aos restantes, lembrem-se que 

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