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Aberração

por Pequeno caso sério, em 04.05.21

Cruzei-me com esta "notícia" há dias mas ficou aqui guardada à espera que tivesse tempo para alvitrar  escrever sobre ela.

É sabido que tenho um calhau no lugar do coração mas há dois assuntos que me mexem com as entranhas: crianças e animais. Talvez pela vulnerabilidade de ambos. 

 

Já falei aqui no blog sobre a cena de vestirem os cães para ir à rua. E quando eu achava que vestir os cães era a coisa mais ridícula que o ser humano podia fazer aos pobres bichos, eis que descubro que não. 

Cruzei-me com esta "pérola" que desafia qualquer ideia de merda que já vi (e como sabeis ideias de merda ocorrem-me muito): tatuar animais de estimação, mais concretamente gatos sem pelo, os conhecidos Sphynx.

 

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Sim, leram bem.

Alguém se lembrou que era giro tatuar os gatos e vai daí, a moda pegou. Os salões de tatuagens encontraram aqui mais um nicho de mercado que aparentemente estava a proliferar.

 

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Assim de repente, ocorrem-me duas perguntas :

1- que donos são estes? 

2- que gente é esta que aceita tatuar um gato a troco de dinheiro? 

 

Aláver.

Como já não fosse diferente o suficiente um gato sem pelo, então ainda vamos tatuar o bicho com frases de merda ou com desenhos? Para quê?! Qual é o objetivo?!

Se queriam uma coisa sem pelo para tatuar, era tatuarem as próprias pilas. Ou os sacos adjacentes. Sem anestesia. E depois andar na rua a mostrar. Isso sim é que era original. Agora tatuar um animal que não se pode defender?! Muito revelador.

Felizmente alguém com cérebro achou a moda um verdadeiro atentado aos direitos dos animais e conseguiu que passasse a ser considerado crime com direito a multa pesada.

Problema?

Tendo em conta que tudo isto aconteceu no Brasil, as palavras crime  e multa até dão alguma vontade de rir... 

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Vidas que dão um filme

por Pequeno caso sério, em 19.04.21

Estar atrasada e pisar merda de cão à porta do carro.

Vir carregada com compras e rebentar a asa do saco espanhando o seu conteúdo incluindo ovos.

Partir a chave na fechadura.

Podíamos continuar mas acho que já perceberam o conceito para exemplificar aqueles dias em que pensamos "nã, esta merda não me está a acontecer" ou "foda-se, contado ninguém acredita" ?

Esqueçam. 

Mas esqueçam mesmo que o que vos trago hoje bate qualquer bizarria que já vos tenha acontecido na vida e põe qualquer argumentista de novela no chinelo. Mesmo das mexicanas.

 

Partilho convosco uma coisa que vi este fim de semana e que creio vale a pena ser difundida.

Uma hora e trinta e sete minutos de "Wtf?!" consequtivos. E quando pensamos que a coisa é incrível demais para ser verdade, continua. Mas em mau. Em muito mau pois revela-nos o lado mais sórdido do ser humano. E acreditem, a este respeito, ainda há muito que desconhecemos, o que pessoalmente me assusta muito.

 

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Sem revelar muito, o documentário conta a vida de três gémeos separados à nascença em 1961 e que por acaso (e depois não querem que acredite nestas coisas🙄), anos mais tarde, se descobrem.

A partir daqui elaborem a história mais mirabolante que conseguirem que vos garanto, ficará a milhas da realidade.

 

Depois disto vou bater na boca três vezes antes de dizer que as merdas mais esquisitas vêm todas cá calhar. E vocês deviam fazer o mesmo.

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Tachos e panelas

por Pequeno caso sério, em 14.04.21

Hoje à noite vai para o ar a tão aguardada entrevista a José Sócrates.

A propósito deste tema, desde que foi conhecida a decisão do juiz Ivo Rosa, circula na internet um movimento para que à hora da entrevista se desligue a televisão e se venha para a janela bater tachos e panelas como forma de protesto .

 

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Se eu vou aderir?  Não.  Não vou em carneiradas.

 

Se acho a decisão do juiz vergonhosa? Acho. Mas também acredito que alguém fez muito mal o trabalho de casa o que lhe possibilitou esta tomada de decisão. É como diz um amigo meu: a defesa jogou com o Ronaldo e com o Messi enquanto a acusação tinha jogadores da segunda divisão.  

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Resta saber :

a cumprir-se a adesão ao movimento que se apregoa, era interessante perceber quantos dos que vão foder as tampas das panelas ou as frigideiras, é que foram votar nas presidenciais. E já agora, quantos é que o tencionam fazer nas próximas legislativas. É que parecendo que não, aí é que começa a festa. E é aí que temos TODOS de fazer barulho. Não com tachos e panelas mas com uma caneta . 

 

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Então Pequeno caso sério...

por Pequeno caso sério, em 16.03.21

...tens nada a dzer sobre a entrevista da Meghan e do Harry? - perguntam vocês com esse sobrolho todo mal esgalhado e levantado por ainda não terem ouvido uma palavra minha sobre o assunto. 

Mas não s'apoquentem que é já a seguir.

Em primeiro lugar tenho a dizer que nada do que ouvi me surpreendeu e que ao contrário de muitos, por muito boa atriz que Meghan seja,  acho mesmo que 95% do que ali foi dito, corresponde à verdade. Ainda que nunca se tenham referido  nomes consigo, por exemplo, imaginar a coninha sem sal da Kate a fazer a vida negra (ups!) à pobre da Meghan assim que sentiu que a sua popularidade baixou drasticamente com a chegada da cunhada. Tenho p'ra mim que a betinha mal amanhada (que teve de esperar anos que o careca junior se decidisse) sentiu sempre uma pontinha de inveja pela rápida história de amor vivida (e correspondida) entre o cenoura rebelde e a atriz.

Depois, também acredito que a máquina montada à volta dos Royals não protegeu Meghan da mesma forma que o fez com Kate ou qualquer outro membro da família real.

Mas não foram os únicos. 

O sapo orelhudo (bhléc 🤢) depois de ter sofrido na pele os preconceitos da máquina, não teve tomates de se pôr ao lado do filho que, sendo dele ou não, é reconhecido como tal. Um real cabrão. 

E a 'belha ? Bem, a Belinha não disse um ai...mas eu sei de fonte segura que, para além de ser uma quiduxa, é 'ssoa para não guardar rancores:

 

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É ou não é a avó que todos gostaríamos de ter? É sim senhor.

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Germans do it better!

por Pequeno caso sério, em 12.03.21

Pertencem ao grupo de apressadinhos que mal saiu a lei, foi logo a correr mudar para as novas matrículas?

Se foram , fizeram mal. Muito mal. 

 

É que pode dar mais um bocadinho de trabalho, mas acaba sempre por se saber os podres o ano da viatura. 

Para além disso, não sei se é assim tãããããããõo boa ideia.

Se era para mudar, então que fosse para alguma coisa mais...original.

Eu cá ainda não mudei a minha. E a menos que me obriguem, vai continuar assim. Só faço intenções de a mudar quando me derem a opção de ser eu a escolher a matrícula . Aí sim. 

E a este propósito deixem-me acrescentar que não é só nos carros que os Alemães são muito bons no que fazem. Nas matrículas também :

 

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Então Pequeno caso sério...

por Pequeno caso sério, em 22.02.21

...'qué tens a dzer sobre a chegada da missão espacial a Marte com a largada do robô que vai permitir descobrir se existiu vida no planeta vermelho?- perguntam vocês com esse ar de quem acha que desta é que me apanharam na curva na esperança de eu não perceber nada sobre este assunto.

 

Deixem-me que vos diga que a vossa falta de fé na minha cultura geral é triste. Já deviam saber que o meu espetro de interesses vai desde penicos medievais até ao Cosmos. E é nesse sentido que vos afianço que não havia necessidade de gastar aquela dinheirama toda , sendo que cá na Terra, há muitas coisas onde é necessário investigação a sério. Por exemplo, partilho da opinião do humorista Carlos Vidal quando afirma não perceber como é que o ser humano é capaz de enviar missões a Marte e nós, se queremos ter internet no quarto, temos de comprar amplificadores de sinal. Mistérios desta vida que nunca ninguém há-de desvendar. #arrotapelintra

 

Se queriam saber se há vida em Marte, falavam comigo que ficava mais em conta :

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Tenho p'ra mim que não é boa ideia mexer com esta malta. É deixá-los sossegados, sim? Agradecida.  Medo? Não! É receio.

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A gaja e as vacinas

por Pequeno caso sério, em 19.02.21

A gaja quer falar de vacinas.

 

A este propósito a gaja recorda mais um vergonhoso episódio da sua vida em que foi vacinada na escola, em 1815, no 5º ano, e fez uma fita tão grande, mas tão grande que foram precisas duas pessoas para a segurar

 

 

Escusado será dizer que quando regressou à sala de aula tinha os restantes 25 mitras da turma a gozar com ela e que, não podendo bater em todos, arreou no primo que estava ali mais à mão com a flauta que este estava a tocar enquanto se ria . Resultado: vieram os dois para a rua com falta disciplinar. Ah, belos tempos!

 

A gaja não gosta de vacinas porque é caguinchas tem receios vários, a começar pela frase que todas as enfermeiras dizem e a que a deixa logo exaurida dos nerves

 

 "não dói nada" . 

 

Não dói mas é o caralho! Dói e não é pouco. Porque é que elas não são sinceras? Mais valia dizerem a verdade :

 

Vai doer mas não vais morrer disto, deixa-te de mariquices. ´Xa cá mas é ver o bracinho com as pelangas penduradas. 

 

 

A gaja também não gosta de vacinas porque ouve na televisão muita gente a dizer vácinas . A gaja acha que devem ser a mesma merda mas só para as spétias que devem levar as ditas sentadinhas num sófá , numa sala com muita létcidade e depois de terem desligado o tefone. Caganças.

 

A gaja acha vergonhoso o que se tem passado na corrida desenfreada aos frasquinhos milagrosos onde se vacina toda a gente que pode esperar ao invés de se proteger todos os que estão na linha da frente, sendo que a linha da frente para a gaja são médicos e enfermeiros, pessoas que têm patologias de risco associadas, bombeiros, polícias, pessoal que trabalha nas farmácias e supermercados, professores, educadores e auxiliares e depois, só depois, os outros. E se o problema é não terem gente suficiente para administrar as vacinas a gaja oferece-se para vacinar os bombeiros sapadores de Setúbal.  

 

A única coisa positiva que a gaja retira deste "salve-se quem puder" são os estratagemas que se inventam para contornar o sistema. De todos, o que a gaja mais gostou foi o caso das enfermeiras brasileiras que foram caçadas a vacinar os velhos com a seringa vazia para depois as venderem no mercado paralelo.  

 

 

E por fim, a gaja acha que por muito controle que diga que se tem sobre o processo a verdade verdadinha será sempre esta:

 

 

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Muito simples.

Mostrem-lhes isto e verão que é remédio santo:

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Ou então isto que é só a melhor "lição" sobre Covid a que alguma vez já assisti :

 

Captura de Ecrã (17).png

Obrigada ao Bruno Nogueira pelo autêntico serviço publico que prestou às 110 mil pessoas que assistiram.

Obrigada ao Dr. Gustavo Carona pelo testemunho e pela dedicação. É muito bom saber que ainda há médicos que têm o coração do lado certo. 

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Gasolineiras: pré pagamento ou roubo?

por Pequeno caso sério, em 19.01.21

Se tal como eu têm de se deslocar em viatura própria para o trabalho é com certeza frequente terem de dar palha à mula, vulgo, atestar o depósito.

Ora sucede que como sou uma tesa do caraças aproveito o facto de ter um cartão de "desconto" numa gasolineira que está associado ao seguro do carro e que me permite não só poupar uns euritos de cada vez que lá vou como também (aquilo que todo o pobre gosta) acumular pontos que posso trocar mais tarde por pequenos eletrodomésticos ou por qualquer produto que tenham em catálogo. Até aqui tudo muito bem. Parece que é coisa pouca mas ao fim do ano quando me mandam por mail a quantia que poupei com o cartão, até bato palminhas.E se juntarmos também  o cartão do marido, até faço o pino.

Acontece que muito recentemente a bomba a que me desloco quase sempre deixou de ter disponível a modalidade chegue-abasteça-e-pague-só-no-fim. Agora, é preciso ir primeiro lá dentro pagar e só depois abastecer. Tudo bem. Até consigo perceber que na modalidade anterior os calotes fossem mais que muitos e tenham obrigado os donos das gasolineiras a precaver-se.

O que eu não aceito é fazerem de mim ainda mais parva.

 

Ontem ao fim da tarde fui abastecer com 30 euros (pobre que é pobre, abastece às mijinhas). 

Agarro no toalhete de papel e seguro na agulheta que enfio no depósito.

Assim que aperto, sinto um jato poderoso a sair que até tremia a mão.

Quando chegou aos 27 euros, minhas amigas, aquilo parecia um velho de oitenta anos a mijar para uma árvore: um jato que mal se sentia e muito d-e-v-a-g-a-r-i-n-h-o. Levei o dobro do tempo a abastecer 3 euros comparativamente aos outros 27 obrigando-me à figura ridícula de estar ali especada de mangueira na mão (que imagem linda) a bufar. Cusca, decidi tirar a agulheta para visualizar o que de lá saía. Não só fodi um dos botins com um pingo de gasóleo, como comprovei que me estavam a engrupir  pois aquilo eram gotas, senhoras, gotas de gasóil  misturadas com ar.

Maneiras que na próxima semana estou lá batida outra vez na mesma bomba.

Adivinham para quê?

Exato.

 

 

nota: isto passou-se numa marca de gasolina mas tenho a certeza que todas as que adotaram a modalidade de roubo à descarada pré-pagamento façam a mesma coisa. É verificar da próxima vez que lá forem. Experimentem abastecer uma vez (se conseguirem!) sem pré pagamento e outra com pré pagamento e sintam a pujança da agulheta numa e noutra situação. Depois é só multiplicar isto por milhares de clientes por dia. Resultado? 

 

É só fazer as contas!

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Sacos de papel? Não, obrigada.

por Pequeno caso sério, em 07.09.20

Tendo o frigorífico a níveis muito abaixo do recomendável, fiz-me à vida e fui ao supermercado. 

Como é uma tarefa que A-DO-RO fazer, procuro ser o mais rápida que consigo e assim que chego, tiro logo as senhas da peixaria e do talho.Depois vou fazer o resto das compras controlando a coisa pelos ecrãs que estão espalhados.

Chegou a minha vez na peixaria.

Pedi douradas e qual não é o meu espanto quando o rapaz me enfia o peixe dentro de um saco de papel. Todo o peixe que se seguiu, igual incluindo o peixe congelado.

Álaver, não  é preciso ser um génio para perceber que aquilo ia dar merda. E deu.

Foi o tempo de ser rapidamente atendida no talho e seguir para a caixa onde também não esperei muito.

Quando coloquei os sacos do peixe em cima do tapete já aquela merda fazia antever javardice. Uma molhanga viscosa constituída por papel molhado e água de peixe (blhéc!) ia deixando rasto.

Mas o pior ainda estava p'ra vir.

Fui a rezar a todos os santinhos que os sacos das compras conseguissem conter aquela merda até chegar a casa sem emporcalhar o meu rico carrinho. Aconteceu? Aconteceu. Mas, chegando a casa, houve um saco que foi inadvertidamente virado ao contrário entornando a molhanga no chão da cozinha. Agora visualizem :

40 graus.

 

Toda pinguça com a roupa colada ao corpo depois de carregar tudo até ao segundo andar. 

 

Ter de arrumar tudo em sacos próprios para congelação. 

 

E, de prémio, ter de lavar o chão da cozinha cheio de Eau de pêxe fédorant.

 

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E isto tudo porquê? Por causa do caralhete dos sacos de papel que diz que são mais "amigos do ambiente"... 

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Ah se eu pudesse...

Se eu pudesse dar uma palavrinha a quem teve esta ideia de merda...

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