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'Ssoa partilha cama com gajo friorento.
'Ssoa ainda na semana passada dormia com lençóis polares. Sim. Leram bem. Lençóis polares.Lindos comámerda.
Como o tempo começou a aquecer, 'ssoa passou acordar toda empapada.
Resolve então despir - se.Primeiro só as calças. Depois a blusa também. Até que passou a dormir só em cuecas.
'Ssoa acorda muito cedo e vai fazer a primeira mija da manhã em piloto automático. Em cuecas. E toda empapada.
'Ssoa apanha o fresco da manhã e o gorgumilho ressente - se.
'Ssoa discute com o gajo com quem partilha a cama . Que não pode ser. Que estão 26 graus lá fora. Que ninguém aguenta isto. Que vai acabar doente devido ao choque térmico matinal. Que o cabrão do cabelo acorda todo pinguço e depois vai ter de o lavar . E secar. E fazer barulho com o secador que,a propósito, custou o olho do cu porque era silencioso . É silencioso mazé a puta que pariu o cabrão que mo vendeu.
Gajo que dorme comigo pondera bem a vidinha e decide que entre morrer de me ouvir ralhar, a morrer de frio, prefere a segunda hipótese.
'Ssoa ganha a guerra e muda para lençóis de verão.
Estão 9 graus lá fora.
Desconfio que é hoje.
É hoje que a coisa se vai dar.

Conseguem vislumbrar aquele espacinho ali por baixo da almofada?
Era eu.
Entretanto faleci sufocada e evaporei.
Depois de um dia de trabalho cheguei a casa com a cabeça feita em papa.
A minha filha tentava manter uma conversa comigo onde me queria explicar quem era uma das funcionárias da Zara que ela teimava que eu conhecia mas que eu não estava mesmo a ver quem era:
ela- Sabes aquela funcionária da Zara que tu conheces?
eu- Gajinha, a Zara tem muitas funcionárias...
ela- mas esta tu conheces!
eu- Tens de ser mais específica...tendo em conta que são cinco da tarde e não me lembro do que almocei é muito natural que não me lembre de quem estás a falar...
ela- Sabes aquela a quem a avó contou "aquela cena"...
eu- não estou a ver... ah , espera...acho que já sei...é aquela que mora perto da avó?
ela- não.
eu- então não é aquela bonitinha de olhos azuis?
ela- não. É a outra.
eu- a gerente?
ela- não mãe!!!!!!!!
eu- a que costuma estar nos provadores?
ela- também não!
eu- ah...já sei quem é! É aquela que costuma estar na caixa com os cabelos muito compridos?
ela- Nãããããããooo mãe!
eu- Olha porra! Então não sei!
ela- Sabes sim! Lembras-te daquela vez que fomos comprar o meu perfume e falaste com uma funcionária?
eu- (já toda contente porque dessa realmente me lembrava) Sim sei !!!
ela- não é essa.

Ouço a minha filha rir à gargalhada.
Ela na sala e eu noutra divisão da casa.
As gargalhadas eram cada vez mais altas.
Decidi ir investigar.
Sabem aquelas coisas tão más, mas tão más que se tornam boas?
Vejam e avaliem a parvoíce em todo o seu esplendor :
E quando eu achava que "Peel the avocato" era tão mau que a coisa não podia piorar...eis que a mulher tem toda uma lista de coisas para "peelar" :
Agora tirem lá esta merda da cabeça...
Pois.
Há milhares um fenómeno que acontece aqui em casa que me deixa exaurida dos nerves.
Falo-vos da recolha da roupa para lavar.
Para já começo por dizer que a expressão "vou fazer uma máquina de roupa " é coisa para me arrepiar o pelo do cu mais escondido.
'Migas, ninguém faz máquinas de roupa. Já se compram feitas. E são caras comámerda, ok?
Esclarecidas que estamos, voltemos ao essencial.
Dizia eu que a recolha da roupa para lavar aqui em casa é sempre uma animação.
gaja para gajo- tens alguma coisa para lavar?
gajo- não... o que tenho para lavar está no cesto.
(observo o cesto com meia dúzia de peças cagadas e um cheiro a...roupa suja)

Como meia duzia de peças cagadas não justificam pôr a máquina a gastar 3456788993534545646 litros de água, decido continuar na busca:
mãe para gajinha- GAJINHA, NÃO TENS MAIS ROUPA PARA LAVAR?
gajinha para mãe- não.
mãe para gajinha- TENS A CERTEZA?
gajinha para mãe- tenho.
mãe para gajinha- OLHA QUE VOU FECHAR A MÁQUINA...
gajinha para mãe- avança.
mãe para gajinha- 'TOU PARA VER...
Ponho a máquina a lavar.
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A máquina acaba de lavar.
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Estendo a roupa.
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Volto aos meus afazeres.
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Imaginem lá o que é que acontece,
10 minutos depois quando volto ao cesto da roupa...?

Um dia , ainda mato estes dois.
Detesto mas detesto mesmo ouvir cadeiras a arrastar. Se vierem da casa dos vizinhos é coisa para me dar um ataque de nerves . Se for a horas impróprias (tipo duas da manhã) é coisa para chamar a 'ssoa que os produz à razão sob pena de arranjar ali sarna para me coçar porque, segundo a arrastadeira, eu é que sou comichosa e não sei viver em comunidade que isto de acordar os outros quando se vive num prédio é a coisa mais normal do mundo. #'Pócaralhomazé.
Adiante.
Dizia eu que detesto ouvir cadeiras a arrastar . Vai daí resolvi comprar umas coisas em feltro que se colam aos pés das ditas e pronto, assunto resolvido.
Ora um belo dia, dando conta do desaparecimento dos feltros dos pés das cadeiras, fui sujeita ao seguinte interrogatório :
marido- olha lá, os feltros dos pés das cadeiras estão a desaparecer...
eu- e....?
marido - e nada...só acho esquisito...só isso.
eu- vá diz lá...achas que fui eu, não é?
marido- bem, podias ter aspirado sem querer...
eu- pois. Mas não aspirei.
marido- ou varrido...também os podias ter varrido...
eu - não. Também não os varri .
marido - podias ter posto na pá do lixo sem dar conta...
eu - (já a afinar) MAS NÃO PUS OK? Mas porque será que toda a merda que acontece aqui em casa tem de ser feita por mim?! Se calhar até foi a gajinha...
(resolvo calmamente indagar a gajinha que estava noutra divisão da casa)
Ó GAJINHA, VISTE OS DISCOS DE FELTRO QUE ESTAVAM COLADOS NOS PÉS DAS CADEIRAS?
gajinha - não.
eu- tens a certeza?
gajinha- tenho.
eu- podias ter aspirado sem querer.
gajinha - pois...mas não aspirei.
eu - e varrer? Tens a certeza que não os varreste?
gajinha - tenho mãe .
eu - (ironizando ) bem...já vi que não foi ninguém...esta casa é cheia de mistérios.
Ficou ali um clima de suspeita.
Olhávamos uns para os outros a pensar quem tinha sido e porque é que não se acusava.
Os dias foram passando e o assunto arrefeceu.
Arrefeceu mas não ficou esquecido .
Até que...

..."alguém " foi apanhado com a boca na botija.
Ele ouviu tudo;
Viu como nos culpámos uns aos outros;
Sentiu o clima de suspeição no ar;
E NUNCA FOI CAPAZ DE SE ACUSAR.
SONSO!
p.s- digam lá se não é o enquadramento 'mai lindo que já viram numa fotografia?
p.s.s - mesmo sendo um ladrão, cagão, mijão e arraçado de diabo da Tasmania , adoro esta bolinha de algodão.
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