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A gaja não partiu o telemóvel mas não se admirava que o próprio telemóvel se amandasse ao chão num ato de desespero depois do que lhe fizeram.
A gaja acha que se fosse o telemóvel do Conan Osíris e visse o dono com o faqueiro de ouro da 'ti Cremilde agarrado à focinheira , não esperava que ele o partisse a ligar para o céu e mandava-se ele próprio para uma sanita cheia de mijo. Assim como assim, depois de lavadinho, podia ser que recuperasse alguma dignidade.
A gaja compreende que o preço dos telemóveis caia a pique depois desta brincadeira pois ela própria, se fosse O telemóvel do Conan, também se vendia por tuta e meia a alguém que o levasse para longe, bem longe, onde ninguém soubesse que teve um bailarino (?) a dançar (?) ao som de uma música feita em sua homenagem. Até podem dizer à gaja que aquilo é dança contemporânea mas a gaja acha que são só espasmos intestinais, daqueles mesmo bravos. Nada que um Buscopan não resolvesse e escusávamos de ir à Eurovisão com dores. Sim, porque a gaja acredita que o Conan vai à Eurovisão. Se a galinha gorda ganhou o ano passado porque é que o Conan não pode, hum? A gaja acha que é preconceito e que se o Conan cantasse (?) a mesma merda mas em inglês , já não havia mal . Realmente, I broke my cell phone , é logo outra loiça.
Finalmente , a gaja acha que , lá por a gaja não gostar, não quer dizer que não preste. A gaja não tem estudos para avaliar isso. Mas a gaja já viveu o suficiente para saber que para passar de besta a bestial, é só preciso falecer. Basta que recordemos António Variações.
A gaja conclui então que, de toda a paródia que já ouviu e leu acerca do assunto, o melhor mesmo está aqui em baixo. A gaja recomenda que ouçam até ao fim .
A gaja ouviu enquanto conduzia e verteu uma pinga de xixi.E esborratou o rímel. Não foi bonito mas aconteceu. A gaja sentiu-se vingada pela tormenta que passou em pleno Coliseu de Roma enquanto esperava para entrar debaixo de um escaldante Sol de Agosto e foi bombardeada de 5 em 5 segundos por vários monhés que gritavam aos seus ouvidos "Water! Water! Fresh Water!" . Só por isso, obrigada Nilton.
#inchemchamuças
A gaja tem andado em pulgas para falar nisto.
Esperou o tempo suficiente para conseguir ter algo a dizer e eis que chegou a hora de revelar ao mundo que gosta do programa "Casados à primeira vista".
Desde a primeira edição do Big Brother que a gaja não se viciava num reality show. Foi desta.
Começou por ver as edições estrangeiras e quando soube que ia dar em Portugal pensou que a coisa não tivesse candidatos suficientes. Mas teve. E ainda bem.
A gaja tem lido muita coisa sobre o programa e 90%das vezes é sempre para falar mal. O facto é que tooooda gente diz mal , mas vê. A gaja pergunta - se se aqueles que dizem mal teriam tomates para se expor daquela forma.Pois.
Falemos então do que realmente interessa : os concorrentes. Como a gaja é gaja vai já atalhar caminho sem dó nem piedade:
Daniela- uma xoninhas que um dia acorda sem uma parte do corpo. Na volta ainda se ri e acha fixe.
Ana- não sei se o valor mensal de casting cobre o que tem de aturar. A gaja se fosse ela já tinha cuspido fogo assim como não quer a coisa. Ficava viúva e ia comer o Dave.
Graça - a mais sensata das quatro embora não queira ver o óbvio.Aos poucos vai - se deixando enrolar e tarda nada está a lavar cuecas e a coser meias.
Eliana - além de estar toda agrafada não fode nem sai de cima. Literalmente.
Daniel- versão do xnês do Mr. Grey. Psicopata sibilante. Acha - se mais do que é. Fusiveis todos queimadinhos.Precisava de um bom estágio num pré escolar para aprender a não fazer birras.
Hugo- versão do xnês do Gustavo Santos sendo que o original já é péssimo. Noutra vida deve ter sido um cão pois passa o tempo a correr atrás do rabo. Fala...Fala...Fala...mas não diz nada. Está rebarbado desde finais do século passado e se tem a sorte de conseguir molhar o pincel não vai conseguir fazer nem uma das posições do kamasutra que tanto apregoa.
José Luís - conde das antas. Antiquário. Pois.' Tão não é ? Não . O conde não passa dum cinquentão falido, menino da mamã, machista que vive da exploração alheia. Um verdadeiro chulo que já percebeu que se enganar mais esta, está safo .
Dave- Peter Pan de Cascais. Cabelo p'ra lá de ...coise que impede qualquer ser humano levar a sério uma única palavra que diz. Precisava de ter tomates e encostar a agrafada à parede e dar- lhe uma trancada. Ela, embora não admitisse, ia apreciar muitíssimo.
'Tão mas a gaja não torce por nenhum casal?
Torce.
Apesar de tudo, a gaja queria muito ver se a trancada resolvia aquela tensão ou não pois acredita que há ali qualquer coisa. Se não houver, o Peter Pan de Cascais pode sempre comer a Ana cospe-fogo que acredito, não se importaria nadinha.

A gaja chega a casa toda empapada do calor sem vontade para nada a não ser atirar-se para o sofá e não consegue imaginar nenhuma atividade que lhe dê qualquer tipo de prazer. NE-NHU-MA !
Apesar de estar em modo caracoleta, as tarefas domésticas lá estão, à espera que a gaja lhes pegue.
Contrariada, a gaja dirige-se à máquina da roupa e prepara-se para enfrentar o calor abrasador que ainda se abate sobre a sua janela.
Dasssss...mais o caralho da roupa...era só o que faltava...depois de um dia de trabalho ainda ter de levar com esta merda !
A gaja abre a janela.
A gaja fica incrédula com a pouca vergonha que se passa na sua corda da roupa debaixo de 36º graus...

A gaja , qual diretor vesgolho de Serralves, abana a a corda da roupa e estraga a festa das duas moscas que fizeram parte da obra de Robert Mapplethorpe.
Uma verdadeira empata-fodas, esta gaja!
A gaja não gosta de colchões de praia porque , em primeiro lugar, são perigosos. Uma 'ssoa deita - se em cima daquilo e quando dá por ela, esbardalha - se ao comprido dentro de água. E só as gajas sabem como de lá saem glamorosas com o cabelo colado à cara ou com uma mama de fora do biquíni.
Depois, há a questão do transporte. É preciso ter pachorra para andar a desfilar com um flamingo "xxl" debaixo do braço. Ou um donnut. Ou uma fatia de melancia. A gaja gostava de perceber como é que levam aquela merda dentro do carro. Parece que já estou a ver: uma família de quatro pessoas, no final de um dia de praia, mais os sacos, tudo atafulhado dentro do carro mais o cabrão do flamingo com dois metros de altura por um e meio de largura. Uma alegria.
A gaja sabe que há colchões que se enchem à boca ou à bomba mas ambos lhe causam repulsa. Os primeiros por causa da baba (blhéc!). Os segundos porque há poucas coisas tão deprimentes como um ser humano semi nu a dar à bomba. É só usar a imaginação e perceber que, em ambos os sexos, há sempre qualquer coisa que...abana. E não são as orelhas.
Por ultimo a gaja sublinha que acha muito parva a imagem representativa das férias para 99,9% das 'ssoas : alguém escarrapachado ao SOL em cima de um colchão de praia no meio de uma piscina (ou mar).
Toda a gente sabe que o Sol faz muito mal MAS como a gaja é muito boazinha, conseguiu arranjar o melhor de dois mundos:

A gaja sublinha que o modelo apresentado pode sempre ser (re)utilizado como meio de transporte para a outra vida. Pensa em tudo, esta gaja.
A gaja não gosta de balanças porque são como aquelas ' ssoas que dizem o que não queremos ouvir.
A gaja teve (durante anos) uma balança analógica e sempre que a usava era o mesmo fado. Bah, esta merda não está certa. Para além disso tenho de tirar dois quilos para a roupa . A gaja um dia deu - se ao trabalho de pesar a roupa e percebeu que é mais uma estratégia que as gajas arranjaram para se iludir. Lá diz o ditado que o pior cego é aquele que não quer ver. A gaja acha que o cabrão que escreveu isso podia ter ido à merda e ter levado as balanças com ele.
Um dia a gaja lá se convenceu que mudar para uma balança digital é que era. Ali não havia dúvida nem margem para erro. Mais valia ter ficado 'sogadita. A gaja arranjou maneira de apanhar camadões de nerves e houve um dia que ia enfartando quando alguém inadvertidamente carregou no botão do peso que mudou de Kg para Lb.
Outra vez a gaja descobriu que o sogro tinha na sua garagem -local que merecia uma reportagem no Discovery Chanel-uma balança antiga, daquelas que têm duas peças em metal que precisam ficar alinhadas com recurso a dois pesos , um para os quilos e outro para os gramas. Vai daí a gaja decidiu experimentar. Resultado: nunca mais foi à garagem do sogro.
Outro fenómeno intrigante no domínio desta temática são as balanças de farmácia. Não só estão estrategicamente colocadas em locais centrais, para que toda a gente possa testemunhar esse ato de verdadeiro orgulho que é uma gaja a pesar-se, como ainda debitam ordens muitos decibéis acima do recomendado. Como se isto não bastasse, as putas anda cospem um papel onde imprimem o peso ideal e o real. Deve ser para a 'ssoa emoldurar e pendurar na parede da sala. Um taco de beisebol e a gaja exemplificava o que fazer com essas máquinas do demóine.
Contas feitas, a gaja elucida as mais confusas que há apenas uma maneira de fintar a balança.
Fechar a boca?! Nã.
Nada disso.

A gaja tem uma coisa com vida própria na cabeça a que as 'ssoas normais chamam cabelo. São apenas três pêlos, é certo , mas três pêlos que esgotam a paciência da gaja logo de manhãzinha .
O "cabelo" da gaja tem de ser lavado dia-sim, dia-sim MAS graças a uma marca que começa em "K" e acaba em "ane" que inventou uma coisa chamada champoo seco, a gaja passou a conseguir lavar o cabelo dia-sim-dia-não e fazer uma coisa aparentada de rabo-de-cavalo.
Ora sucede que quando a gaja apanha o cabelo, ficam uns cabrões de uns cabelos fios espetados que não são compridos o suficiente para apanhar . E ali ficam eles, os sacanas, quais antenas espetadas a fazerem a gaja parecer um pirilampo mágico.
Gel.
Espuma.
Cera.
Laca.
A gaja já tentou de tudo mas o certo é que os cabrõezinhos não baixam de jeito nenhum.
Agora digam-me lá como é que alguém leva a gaja a sério nestes preparos? Pois. Deve ser ( também) por isso que a gaja diz, pensa e faz tanta maluqueira.Assim como assim ninguém a leva a sério mesmo mais vale aproveitar isso a seu favor. Tudo por culpa de três pêlos cagados.
Andava a gaja a pensar numa maneira de fazer a folha aos cabrões dos pintelhos cabelos pequenos quando recebe uma imagem que resume toda a sua a sua existência.

A gaja aceita sugestões para domar as feras.
Ponto prévio : a gaja detesta que lhe arranjem as unhas dos pés. E os pés em geral.
Só de pensar na lima a passar na unha a gaja fica com os pêlos do cu todos eriçados.Ainda assim, 'tarda nada é preciso pôr os dedos de fora e a gaja ainda não tem os pés decentemente arranjados em virtude do que foi explicado no ponto prévio.
Já aconteceu a gaja receber um convite inesperado e ter de pintar apenas as unhas dos dedos que saiam fora dos sapatos. Das cinco, só tinha pintadas duas : o dedão e o seu vizinho. Se tivesse de tirar os sapatos, passaria mais uma a vergonha da sua vida, o que, felizmente não aconteceu.
Outro problema são os calos entre os dedos mindinho e seu vizinho que na certa foram mais uma invenção do demóine pois a gaja nunca encontrou razão de ser para aquela merda... exceto se for uma afirmação de personalidade do dedo mindinho , do tipo, "ah sua puta, passas a vida a encafoar-me dentro de sapatos e botas?Não me ligas nenhuma durante meses,não é? 'tão agora já vais ver como elas te mordem, porca!"
A gaja também se passa um bocadinho e as pernas do marido da gaja também com os calcanhares gretados. Usa no banho uma pedra trazida de Atenas que é o equivalente à nossa pedra-pomes mas como é estrangeira, parece melhor. Não é. Os calcanhares da gaja continuam a parecer uma barba com 8 dias.
Posto isto, a gaja andou a matutar numa maneira de resolver todos estes problemas de uma forma rápida.
'Tão não é que encontrou?

A gaja já foi ainda mais pequenina do que é hoje .
Já nessa altura era apanhada por livros. Marchava tudo mas havia uma espécie de livros que intrigava particularmente a gaja : os livros da Anita.
E porquê ?
Primeiro, porque as ilustrações eram fabulosas e a gaja sempre foi fascinada por desenhos e imagens.
Depois, porque a aparência da Anita sempre intrigou a gaja . Os anos iam passando, a gaja ia ficando cada vez mais velha mas a puta da Anita , qual Benjamin Button, nem uma ruga. Mudou de nome , é certo , mas continuou sempre a mesma badalhoca com aquele ar deslumbrado de quem vê tudo pela primeira vez e sempre de bem com a vida. Até quando estava doente. Um nojo.
A única vez em que apareceu um nadinha mais adulta foi no volume "Anita Mamã" , para logo a seguir voltar a ser uma gaiata. Confuso? Pois.E ainda se admiram que a malta da geração da gaja não bata bem da mona.
Finalmente, a vida social da Anita era muito estranha e a rapariga devia ser o presidente Marcelo da altura : estava em todo o lado. Ela ia à praia; ao campo; ao circo; às compras; à quinta; à festa...enfim , uma ramboia pegada. E quase sempre , sem adultos. Fosse hoje e tinha a CPCJ à perna.
E quando a gaja pensava que a Anita finalmente já tinha arrumado as botas e vivia sogadita num lar de idosos, eis que a maluca excedeu todas as expetativas.

A gaja deseja a todos, boas leituras.
A gaja passa muito algum tempo ao telefone.
Fala com a mãe que vai dar a volta a Portugal para contar uma coisa que se conta em dois segundos sabendo de antemão que vai incluir toda a vizinhança e/ou parentes ( sabes lá, a vizinha Odete que ainda é prima daquela moça da minha idade, que vive com o primo do Rui , que é amigo do cunhado da Rosa que ainda é prima do teu pai em segundo grau? Essa mesmo.Tão não é que se divorciou?!);
"Fala" com a filha onde recebe instruções monossilábicas do sítio onde tem de estar para a apanhar ou então sobre coisas que é preciso comprar.(estou na paragem do autocarro ...compra-me "X" ...se não houver compra-me "Y" ...NÃO TE ESQUEÇAS!)
Fala com o marido para partilharem como foi o dia ou para organizarem a logística do lar (então como foi o dia?...o meu foi uma merda, estou cansadíssima, apanhaste a roupa?...não...porra pá, que é preciso deixar tudo escrito, dasss...)
Fala com as amigas sobre coisas que vão desde a saúde (ai que tenho isto que é tão mau...isso não é nada...isto que eu tenho é que é do pior...nã nã, que já tive isso e isto é 1000 vezes pior...lá estás tu com essa merda de mania das doenças pócaralhomasé... ) trabalho ( foda-se que tenho trabalho até à raiz dos cabelos...tens nada, sabes lá o que é trabalhar ó mula que não fazes nenhum...ai não que não sei 'inda por cima rodeada de incompetentes a começar por quem manda nisto tudo pócaralhomasé...) até à porca da colega que anda metida com o outro colega (já viste aquela puta, destruidora de lares...é verdade, e ele com uma mulher tão gira e uma filha pequenina...como é que é capaz...bem , a gaja tem um corpo do demóine, a puta, se calhar dá grandes trancadas... os homens são todos uns porcos, cabrões...é , tens razão, sabes que mais? pócaralhomasé!).
Fala com quem está longe da vista mas perto do coração (então? está tudo bem contigo? por cá vamos andando...um dia atrás do outro... a gajinha? a gajinha 'tá um espetáculo! os pais têm saudades tuas e moem-me o juízo ...e eu também tenho saudades tuas... Vem mas é daí.
E é isto. Muitas vezes. Demasiadas vezes.
Ora sucede que , para além do teor absolutamente vital de todas estas chamadas, o que realmente faz espécie à gaja é a duração das mesmas.
Mesmo a calhar. Caiu no colo da gaja uma imagem que resume tudo :

A gaja compra revistas femininas desde os dezoito anos, altura em que começou a ganhar o seu próprio dinheiro.
A gaja percebeu recentemente que se tivesse feito um mealheiro com o dinheiro que já gastou em revistas, teria com toda a certeza guita para fazer uma viagem a um dos destinos que conheceu enquanto desfolhava as ditas .
A gaja vê produtos que jamais conseguirá comprar e fica fodida .
A gaja vê as modelos altas e magras as putas ,com cabelos e unhas sempre impecaveis e fica ainda mais fodida.
A gaja descobre receitas xpto com ingredientes que nunca viu e continua a preferir alheira com ovo e batatas fritas.
A gaja descobre dicas para ser bem sucedida ao nível do tufa-tufa , do empreendedorismo , de como ser boa mãe em apenas 10 passos e testes para perceber se deve continuar casada ou se deve mandar o maridão às urtigas.
A gaja diverte - se muito com tudo o que lê e , apesar de não aprender grande coisa, durante aquela meia hora que demora a despachar a revista para a mesma pilha onde jazem as outras, esquece - se de todas as coisas sujas que a rodeiam no mundo real.
A gaja conclui portanto que as revistas femininas se resumem a isto:

-Então se sabe disso tudo,porque é que a gaja continua a comprá-las ?
Simples.
Porque é gaja.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.