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Há uns tempos atrás, por decisão de todos os condónimos, decidimos colocar uma caixa de correio comum com abertura para o exterior.
A coisa tinha apenas um objetivo : evitar a circulação de pessoas estranhas ao prédio. Fácil de perceber,pois é? Pois.Mas afinal parece que não.
Primeiro, o carteiro começa a tocar a todas as portas de madrugada para distribuir o correio.E não estamos a falar de encomendas.Falamos de envelopes.
Lá lhe fomos dizendo (como se a puta da portinhola branca com dois metros de comprimento a dizer CORREIO não fosse elucidativa o suficiente) que era para pôr tudo na caixa comum que depois, o administrador do condomínio distribuía. Dissemos o mesmo às 7654 alminhas que distribuem a publicidade que, como devem ganhar muito bem, nunca são as mesmas.
Resultado:
Vários anos depois continuamos a ser incomodados com a campainha por causa desta merda. Dói sempre mas dói particularmente naqueles dias raros em que supostamente poderíamos dormir até às 10:00 ou na loucura, até às 10:30.
Pior.
Há sempre uma alma inteligente, habitante do prédio e que votou a favor da caixa de correio comum, que nem se dá ao trabalho de perguntar quem é e abre a porta principal a toda a gente.
Imaginem o que é ouvirem a campainha,ensaiarem um "Não!" através do intercomunicador e perceberem que já têm quatro Jeovás à vossa porta de casa.
Ou os senhores da "Nós".
Ou da "Endesa".
Ou de outra merda qualquer que eu NÃO QUERO!
-Ah, mas podias espreitar através do óculo da porta , Pequeno caso sério! - dizem vocês com o ar xoninhas de quem diz merdas óbvias e parece que está a cagar uma posta de cherne.
Pois podia. Mas para isso era preciso que lá chegasse ou vocês acham que o nome Pequeno caso sério foi só porque me apeteceu?
Qué 'questa merda toda vos interessa? Nada. Mas como me chatearam e me obrigaram a levantar cedo, resolvi fazer o mesmo convosco . E têm sorte por não vos poder tocar à campainha.


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