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Sobre os incêndios que ciclicamente se repetem nesta altura do ano, tenho coisas a alvitrar :
1- tenho pavor, repito, pavor, ao fogo pois já lidei com a besta por três vezes. Ainda que o fogo esteja a quilómetros da minha casa, só o cheiro faz disparar em mim todos os alarmes. Acreditem, o vento pode, em segundos, alterar o sentido de um incêndio e o que estava longe, passa a ser ali ao lado.
2- a falta de planeamento para evitar situações como as que temos assistido durante esta semana por todo o país é de um amadorismo inacreditável por parte da tutela. E a forma vergonhosa como capturam e soltam alguém apanhado em flagrante? Também.
3- apesar de serem mal pagos e terem equipamentos obsoletos, há homens e mulheres a quem todos nós devemos muito. Tenho a certeza que não querem palmas. Basta que, por exemplo, da próxima vez que fizerem um peditório para a aquisição de uma ambulância, nos lembremos do inferno por que passam para defender aquilo que não lhes pertence

Pela parte que me toca,
Obrigada!
Quererdes aproveitar os saldos? Tendes receio de mandar vir coisas on-line por conta da chatice que é não perceber como assentam e depois ter de ir à loja entregá-las ?
Então Pequeno caso sério ajuda.
Como quase toda a gente compra roupa na Zara , aqui fica uma dica preciosa.
Já repararam com certeza que, nas etiquetas junto à zona do pescoço, aparecem três símbolos:
ou um triângulo invertido;
ou um círculo;
ou um quadrado.
E sabeis o que isso significa? Claro que não sabeis.
Muito simples :



Espetacular, pois é? É sim senhor.
E agora que já estão na posse desta informação previligiada, ide lá aos saldos sem medos de me aparecerem nestas figuras:


Abílio trabalhava numa fábrica de automóveis.
Como no seu posto de trabalho tinha de usar ferramentas muito perigosas, a segurança era uma obrigação. Mas, um dia, apesar de todas as precauções, Abílio teve um acidente de trabalho que lhe roubou o segundo dedo do pé.
Podia ter ficado lixado e processar a empresa?
Podia andar pelos cantos a lamentar a pouca sorte?
Podia. Mas não o fez.
Em vez disso, depois de tudo ter cicatrizado, resolveu usar o humor para contornar o percalço que a vida lhe trouxe:

Abílio, tens aqui uma fã.
Deolinda, moça casadoira, decidiu fazer a sua despedida de solteira num daqueles sunsets da moda a bordo de um barco.
Convidou as amigas que, a princípio ficaram muito contentes com a ideia da festa mas, logo, logo, começaram a cortar-se quando perceberam que a rambóia seria a bordo de um barco. E porquê? Porque o que passa na cabeça de uma gaja quando recebe um convite destes é isto:
🛥+👭👭👭👭= 👀👁
Exatamente.
Nada como uma gaja para trespassar com os olhos outra gaja e detetar cada godilhão , cada pelanga, cada fleba , por mais pequena que seja. Sim, é isso que as gajas fazem. Mesmo quando dizem à outra que está ó-ti-ma!
Maneiras que Deolinda teve de arranjar uma estratégia para nenhuma das amigas se sentir constrangida. E será que conseguiu?
Conseguiu sim senhora:

.
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Porque é que a moça se chama Deolinda e é xnêsa ? Lá estão vocês a perder tempo com pormenores.
Tu, que moras numa casa que não está preparada para este calor ;
Tu, que não tens guita para a conta da luz e por isso nem te atreves a sonhar com um ar condicionado ;
Tu, que "dormes" de janela aberta durante a noite na esperança que traga uma brisa fresca ;
Tu, que antes do meio dia, encerras as janelas e os estores na ilusão de tornar a casa menos quente ;
Tu, que só estendes roupa de noite para que a mesma não vire um bacalhau seco ;
Tu, que no meio disto tudo, vais ao supermercado e voas até casa para conseguir lá chegar com os congelados ainda no estado sólido ;
Tu, que trabalhas numa posição corriqueira , daquelas que não te permite ter carro da empresa com AC nem lugar de estacionamento coberto ;
Tu, que no final do dia de trabalho, regressas ao parque de estacionamento e vês o teu carro, que jazeu o dia todo ao Sol, e onde terás de te enfiar para regressar a casa e começar tudo de novo.
Tu, esta dica é para ti :

...é com revolta que vos escrevo pois há anos, repito, ANOS, que venho a ser roubada por vocelências. Nunca disse nada mas como o roubo tem vindo a crescer, achei que está na altura de termos uma conversinha dado que são os responsáveis pela única adição que publicamente admito :
Olá, o meu nome é Pequeno caso sério, tenho 49 anos e sou viciada em batatas fritas.
Comecemos pelo preço pornográfico de um pacote destas meninas :

2,29 € por 170gr de batatas que, bem pesadas, não sei se correspondem mesmo a isso tudo. Na moeda antiga, são quase 500 escudos. Se isto não é um roubo, então não sei mais nada da vida. Mais grave. Como se a obscenidade do preço do pacote não fosse o suficiente, o que se passa lá dentro é muitíssimo mais sério. Ou deverei dizer o que não se passa, uma vez que o pacote vem meio vazio? E não me venham dizer que o pacote tem de ter essa quantidade de ar para que as batatas cheguem inteiras ao cliente! O tanas é que chegam! E mesmo que se partam! Quero lá saber! Prefiro ter um pacote cheio de batatas partidas do que metade do pacote vazio! Eu quero comer as batatas! Vou mastigá-las! Preciso delas inteiras para quê?! Hum?! Para dançar com elas?!? 😤
Ou será que o vosso objetivo é figurar como um dos quatro elementos presentes na natureza?!




Tenham mazé juízo e encham os pacotes! Olhem que com o número astronómico de seguidores que tenho, correm sérios riscos de se criar aqui o movimento #semarnopacote.
Depois não digam que não avisei!
Atenciosamente,
Uma batatafritódependente.
Bánessa tirou um curso de pedicure.
Trabalhou em vários salões até que percebeu que não era dessa maneira que ia tirar o pé da lama.
Decidiu então fazer sociedade com uma queléga e abriu um espaço próprio. Decorou-o com ilustrações de bambus, muitos Budas e Budinhas, incensos a bombar e toalhas enroladas em forma de torta Dancake, de maneira a proporcionar aos clientes um ambiente Zen. Mas, apesar do investimento feito na decoração 🙄, as clientes eram poucas.
Bánessa percebeu que tinha de investir forte em publicidade, mas como o dinheiro em caixa não era muito, decidiu tratar ela própria do assunto.
Pensou.
Pensou.
Pensou.
Pensou.
E fazendo uso do domínio da língua inglesa- já a pensar na internacionalização do negócio- descobriu uma forma de publicitar os seus serviços de maneira que os potenciais clientes se sentissem tentados a experimentar :

Resultado?
Liguei hoje para a Bánessa.
Só tenho vaga em outubro.
Toda a gente já ouviu falar do caos no aeroporto. E desta vez, não é só por cá . O caos é geral um pouco por toda a Europa.
Voos cancelados.
Malas perdidas.
Filas intermináveis.
E o ser humano, no auge da impaciência.
E é no meio deste cenário caótico que uma jornalista achou boa ideia entrevistar um cidadão. Despido de todos os filtros, nos píncaros do desespero, ele aproveita a reportagem para desabafar.
Seis dias.
Repito, seis dias bastaram para revelar ao mundo o que a privação pode fazer a uma 'ssoa :
Estou solidária com o cidadão. E acreditem, se eu estivesse seis dias com as mesmas cuecas, fedendo, e sem cagar, também me iam ver na televisão.



Rogério quis fazer uma surpresa à mulher. Agarrou na scooter e foi à pastelaria mais próxima. Azar dos azares, teve um acidente e foi para o hospital.
Lá chegado, e sabendo que a sua mulher provavelmente ficaria inquieta com a sua ausência, decide mandar-lhe uma mensagem de whatsapp para a tranquilizar :
oi amor
Fui à pastelaria comprar bolos para o lanche
No caminho para casa caí da mota e tive de vir ao hospital
Não te preocupes
Do outro lado as mensagens acusavam um visto, sinal de que tinham sido lidas pela mulher. Logo de imediato, começa a escrever :

E o que é que ela pergunta?
a) estás bem?
b) em que hospital estás?
c) como é que te arranjaste?
d) nenhuma das anteriores mas tu já vais dizer, pois vais Pequeno caso sério?
Vou.
No auge da surpresa de se receber uma notícia destas a mulher pergunta aquilo que verdadeiramente importa:
Então e o lanche?

...'qué que dizes da trapalhada com o Costa e o Pedro Nuno Santos? - perguntam vocês duvidando da minha capacidade de análise política.
Fazem mal.
Fazem muito mal, pois sou uma 'ssoa muito polivalente, que também percebe de política, e é capaz de falar sobre o assunto com a seriedade que ele merece:

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