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Dica fit

por Pequeno caso sério, em 30.07.21

Estais finalmente de férias?

Quererdes ir à praia tirar essa cor de lula deslavada mas tendes vergonha de exibir a bocha acumulada durante estes meses de confina-desconfina?

Já não tendes tempo para ginásios nem batidos milagrosos?

Não vos preocupeis! 

Pequeno caso sério divulga uma dica rápida e eficaz apurada pelo velho xnês do pudim flan saber ancestral do oriente :

 

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Não sei porquê mas não nasci em berço de ouro.

Venho de famílias humildes e lembro-me que a primeira vez que fui a um restaurante com os meus pais já era adolescente. Aprendi a comer de boca fechada, com os cotovelos fora da mesa e a limpar os lábios antes de meter a boca no copo. E tudo isto sem nunca ter ouvido falar da Paula Bobone. A mãe ensinava que era assim e não se questionava. 

Mas também me lembro que a loiça e os talheres usados lá em casa eram uma mistura decorrente de substituições que era necessário ir fazendo, ou porque se partiam, ou porque iam sem querer no lixo. Maneiras que raramente havia quatro copos iguais. Ou quatro pratos. E dos talheres então é melhor nem falar. Recordo que naquela altura não havia xnêses...nem lojas do euro...nem Ikeas.

A minha mãe tinha um serviço da Vista Alegre que usou no seu casamento e que só voltava a ver a luz do dia se a ocasião fosse super especial (e o mesmo se passava com o faqueiro). 

E esta conversa toda porquê?

Porque imagino que na grande maioria das casas também fosse assim.

E é por isso que quero partilhar convosco esta pequena maravilha que me aterrou hoje no colo e que é bem capaz de justificar as vezes que esperei em vão que me viessem tirar o caraitas do prato da mesa em muitos restaurantes. 

 

 

Suponho que quem aqui vasculha já tenha ido a um restaurante. Não estou a falar daqueles restaurantes com muitos copos e muitos talheres onde se apanha grandes barrigadas de fome que eu a esses também nunca fui. Nem estou a falar daquelas tascas onde a malta come com talheres de nações diferentes e copos riscados e baços pelas inúmeras lavagens na máquina da loiça. Estou a falar de restaurantes "normais". 

Agora pergunto: 

sabiam que há uma espécie de código no que aos talheres diz respeito? Eu cá desconhecia. Quando muito pensava que sabia que colocar os talheres à beira de cada lado do prato na horizontal significava que já tinha terminado a refeição. Mas até isso fazia mal.

E como se aproxima o período de férias e suponho que estejam mortinhas por mandar o fogão bardamerdamazé, aqui fica o código para não passarem vergonhas. É imprimir e guardar na carteira. Na eventualidade de se esquecerem como se faz, é ir lá ver antes de dar barraca. De nada.

 

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Alpinismo social : da ascensão à queda em poucos dias

por Pequeno caso sério, em 28.07.21

Matilde conheceu Gustavo num sunset pré pandémico e quando soube que ele tinha uma conta bancária recheada, fez de tudo para que a coisa se desse.

Matilde não sabia mas Gustavo era conhecido não só pela sua fortuna mas também por ser um "fona" que não gastava um cêntimo a mais do que fosse estritamente necessário. E Matilde, coitada, lá foi ao engano.

Um dia, à beira da uma piscina de um famoso hotel da Comporta para o qual Gustavo tinha sido convidado, Matilde decide arriscar a sua sorte :

-Gustavo, sabe que gosto imennnso de si, não sabe?

-Sei...eu também gosto de si.

-Awwww...que querido...então calculo que me queira ver  feliz.

-Mas é claro Matilde...

-E sabe o que é que me podia fazer assim mesmo, mesmo feliz?

-Não...diga lá...

-Podia oferecer-me uns daqueles chinelos que todas as influencers têm e que ficam giríssimos !

-Claro Matilde. São uns chinelos de marca famosa que quer, não é? Então uns chinelos de marca famosa terá. 

-Oh Gustavo, obrigada meu querido! Às vezes pergunto-me o que terei feito para o merecer! 

 

E a conversa ficou por ali.

Matilde imaginava os chinelos que Gustavo lhe daria de presente. Seriam estes?

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Estes?

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Ou estes?

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Não importava. O fundamental era que chegassem a tempo de os exibir perante todo o jet-7 presente na Comporta. Levava os dias a imaginar as poses das fotos que iria pôr no instagram acompanhadas das hashtags

#Comporta

#verão

#calor

 

Mas os dias foram passando e nada de chinelos.

Até que um dia, estava Matilde a lagartar ao Sol à beira da piscina,  Gustavo chega com um embrulho todo catita :

-Matilde, aqui tem os seus chinelos de marca famosa. Espero que goste. Nem sabe a trabalheira que isso deu! Esgotaram por cá e tive de os mandar vir da Alemanha. 

 

Matilde nem cabia em si de contente!

Agarrou no embrulho e começou a desfazê-lo com a lentidão necessária ao aguçamento da curiosidade do mulherio colunável que assistia à cena por detrás dos óculos escuros.

Matilde abriu a caixa.

 

Matilde viu os chinelos.

 

Matilde chorou. 

 

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Nerves? Nunca mais tive.

por Pequeno caso sério, em 27.07.21

"Ó Pequeno caso sério, o teu blog até é bem frequentado mas de vez em quando aparecem-te umas aves raras que fazem assim uns comentariozinhos de merda. Isso não te dá nos nerves?- perguntam vocês já à rasca com medo que eu faleça a espumar da boca e com tremeliques no olho e vos deixe sem os melhores cinco minutos do vosso dia.

E eu respondo:

Aláver, essa coisa do blog ser bem frequentado tem muito que se diga...afinal de contas estão cá vocês.

E quanto aos nerves, sosseguem. Há muito que deixaram de ser uma cena que me assiste.

Em primeiro lugar, porque já levo muito ano (assim mesmo, no singular) a virar frangos no que a gente maluca diz respeito.

E em segundo lugar, quando a experiência me falha e sinto que a coisa vai descambar recorro a um calmante natural que não tem efeitos secundários nem causa habituação. E o melhor? É muito acessível:

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De nada.

Temos de ser umaspájoutras. 

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Não me mexam na fruta!

por Pequeno caso sério, em 26.07.21

Se houve coisa boa trazida pelo Covides foi a brilhante ideia de embalar a fruta. Simples, higiénico e eficaz. 

Quem não gostou muito foram as provadeiras.

Não sabem o que são?! Eu explico.

Provadeiras eram/são aquelas 'ssoas que provavam sempre  várias "uma" cerejinha. Ou comem cachos "uma" uvinha. E que cheiram as meloas. E que apalpam as mangas.

Metia-me nojo saber que alguém que tivesse feito sabe Deus o quê com as mãos as metesse na fruta que eu trazia para casa. Ou que lhes esfregasse o nariz com ranho ressequido. Bhléc!

Pena tenho eu que não embalem mesmo a fruta toda.

 

"Ai mas as embalagens escondem sempre o menos bom e exibem só o melhor!"  Ou " Então e o plástico que se gasta no embalamento?!"- alvitram vocês com ar de Mariana Mortágua nas comissões de inquérito. 

E eu respondo:

Deslarguem-me. Não desconversem senão estragam-me o post.

Mas para que conste, sim , lavo a fruta toda quando chego a casa, venha ela embalada ou não. Independentemente do Covides.Cá coisas minhas.

E nisto de não meter a mão na fruta alheia, os xnêses foram mais longe.

Não só se lembraram de embalar bananas, como o fizeram tendo em conta os vários estádios de amadurecimento das mesmas. É o chamado conceito "Uma banana por dia". Começam nas mais maduras e terminam nas mais verdes que terão assim tempo de amadurecer até serem comidas.

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Agora é aguardar que por cá se aplique esta ideia e se acabe de vez com a tragédia das bananas desirmanadas que jazem nas caixas de cartão à espera que alguém lhes pegue. Um dó.

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Fé na humanidade? Eu tenho.

por Pequeno caso sério, em 23.07.21

Quanto a vocês não sei mas esta que vos escreve adora gelados. Uns mais que outros, é certo, mas no desespero, marcha tudo.

Entre os preferidos estão estes meninos :

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E sou 'ssoa para enfardar isto à bruta só para chegar ao fim. Aquela pontinha de bolacha que abraça o chocolate frio...ahhh...que maravilha!

"Assim mesmo espetacular era se se vendessem só as pontas dos Cornettos....mas é óbvio que nenhum maluco se vai lembrar disto!"- pensei eu enquanto mastigava o traseiro de um Cornetto de morango sem dó nem piedade. 

.

.

.

.

.

Ah Pequeno caso sério, então e essa fé na humanidade?

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#cusemgodilhãonãoécudeverão

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Bucket list

por Pequeno caso sério, em 22.07.21

Toda a gente tem uma lista de desejos quer seja de coisas que gostariam de fazer antes de quinar, quer seja de coisas que gostariam de ter antes de mijar para os pés sem se ralar com isso.

Quem nunca proferiu a frase " não morro sem..." que atire a primeira pedra. Eu já a disse montes de vezes e confesso que já consegui cumprir alguns daqueles objetivos mais consumistas e mundanos. E este verão vou finalmente realizar mais um. Veio mesmo a calhar dado que praia este ano não está nos planos. 

Aposto um dedo mindinho em como estão em pulgas para saber o que é, pois estão? Cuscas d'um cabrão. 

Sosseguem. Sosseguem que vão já saber do que se trata. 

Pois que Pequeno caso sério resolveu abrir os cordões à bolsa e realizar "O" maior sonho consumista de todos: ter uma casa de férias com piscina! Também queriam não era invejosas?

ESTUDASSEM!

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E como sei que sois pessoas responsáveis, aceito reservas a partir de setembro. Por favor enviar mensagem privada.

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Ser instagramável: toda a verdade...ade...ade...ade

por Pequeno caso sério, em 21.07.21

Luís Miguel passava muito tempo no Instacoise e já estava uma beca ressabiado por não conseguir likes à conta de fotos à beira de uma piscina num qualquer destino paradisíaco. E porquê?

Porque, como muitos portugueses, Luís Miguel ganhava um ordenado miserável que não lhe permitia sonhar com tal extravagância. Chegou a considerar vender um rim no mercado negro mas depois pensou numa estratégia menos perigosa e sem efeitos secundários recorrendo apenas a um bidon e a um copo de ice tea do Lidl que engenhosamente decorou com fruta para parecer coisa chique.

E assim sem sair do seu quintal Luís Miguel conseguiu o que sempre quis: pôr o seu instagram a bombar

 

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#somostodosluismiguel

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Dj Weather

por Pequeno caso sério, em 20.07.21

Jesus conversava com S. Pedro sobre as oscilações de temperatura que se têm sentido durante este mês:

 

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#nãofuieuquefizmaspodiatersido

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Ver para crer

por Pequeno caso sério, em 19.07.21

Calor extremo em locais onde predomina o frio.

Animais selvagens que procuram refrescar-se nas piscinas das casas. 

Chuvadas repentinas em pleno verão que arrasam povoações inteiras.

Fogos cada vez mais frequentes e arrasadores.

 

E ainda assim, continuamos a assobiar para o lado e a pensar que só acontece aos outros:

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