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Uma anedota por dia, não sabe o bem que lhe fazia #39

por Pequeno caso sério, em 17.10.19

 

Índio Caiuá vai às putas.Chega à receção e diz:

 

Índio Caiuá quer foder!

 

A gerente da casa de putas responde:

 

-Quantas vezes já fodeste?

 

- Nenhuma! Índio Caiuá é virgem!

 

-Ai és virgem?! Então fazemos assim: voltas para a floresta, encontras uma árvore com um buraco e vais treinando. Daqui a uma semana voltas e eu deixo-te escolher a puta que quiseres.

 

E o índio lá foi. 

Encontrou uma árvore com aquelas características e começou a treinar.

Põe piroca, tira piroca. 

Põe piroca, tira piroca. 

Dia seguinte, põe piroca, tira piroca mas noutra árvore diferente.

Repetiu isto durante uma semana. Sempre em árvores diferentes. 

Passada uma semana voltou à casa de putas.

 

-Índio Caiuá ter dinheiro e quer foder!

 

- Treinaste?

 

- Muito. Todos os dias. Árvores  diferentes.

 

-Muito bem. Podes escolher quem quiseres e vai lá fazer o que tens a fazer.

 

E assim foi.

Índio Caiuá pegou na puta e foi para o quarto .

Passados cinco minutos ouvem -se os gritos da puta por toda a casa. Cada vez mais alto. Não eram gritos de prazer. Eram gritos de alguém que estava a ser espancado.

Preocupada, a gerente decide intervir. 

Entra de rompante no quarto e apanha o índio em flagrante, com uma vara a bater fortemente nas coxas da puta. De um lado e do outro, estava toda marcada com verdascadas. 

Furiosa a gerente grita-lhe:

 

OUVE LÁ PÁ, ENTÃO TU ESTÁS A BATER NA RAPARIGA?! MAS QUE MERDA É ESTA?!

 

- Índio Caiuá não estar a bater! Índio  Caiuá  quer ter certeza que não há formigas nos buracos.

 

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Staff#10

por Pequeno caso sério, em 16.10.19

Andava eu na corridinha matinal (´tão não?!) quando, esbaforrida e toda transpirada,apronto-me para me apessoar de uma máquina de ginástica, daquelas comunitárias que estão nos parques da cidade, e que os velhos têm a mania que são donos, quando dou com isto:

 

 

Se fosse gajo, tinha-me "crescido" uma coisa ali bem no meio das pernas. Como sou gaja, para além de me babar, pensei na melhor maneira de meter conversa. 

 

Olha lá filho, 'tás assim um cadinho inchado...desce lá para te ver as amígdalas.

 

E ele, a medo, desceu:

 

-Pois é...tal como eu suspeitava. 'Tás com uma amigdalite das bravas! 'Qué que fazes na vida?

 

-Trabalho numa repartição de finanças...

 

-Pois, compreendo. É esse o teu mal. Falas muito. Assim não te curas. Olha lá, e nunca pensaste fazer outra coisa na vida, tipo,ser guarda costas de alguém famoso ou, sei lá, pertencer ao Staff de alguém muito importante ?

 

'Tou nada a brincar, pá! 'Tou até a falar muito a sério! Queres mudar de vida ou não?!

 

-Vá, não sejas tímido. Aceita que as contas não se pagam sozinhas. Descontrai, mostra lá um sorrisinho 

 

-Assim , sim! Ora viste como não custou nada?

 

- Oh pá também não 'tavas TODO nu... deixa lá isso. Não foi assim nada de extraordinário para estares com essa vergonha toda. Pronto, estou quase convencida a contratar-te. Diz-me lá uma coisa que toda a gaja gosta  de ouvir : 

 

-Pronto. Tu sabes bem como convencer uma 'ssoa! Sim senhor. Com esse ar de songa-monga de quem não parte um prato e, vai-se a ver, partes mas é o serviço Vista Alegre de 104 peças. Em fanicos que não dão para colar.  Olha lá, para fim de conversa, mostra lá o album de fotos que 'tavas a ver ali em cima... Só para a tia Pequeno caso sério  partilhar com  asjamigas para elas se roerem de inveja

 

 

 

 

Também queriam, pois era? Temos pena. Viessem mais cedo.

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Sapos do Ano

por Pequeno caso sério, em 15.10.19

Calma!

Não comecem já a arfar"ai-que-lá-vem-esta-com-o-apelo-ao-voto-outra-vez-quando-o-que-nós-queremos-é-gajos-bons!"

 

Falsas.

E eu a pensar que gostavam de mim pelo meu talento!

Não é que mereçam mas acho que vos ficava bem lerem isto para saberem com quem andam metidas.

Está lá quase tudo. Sim, quase. 

Faltou apenas dizer como surgiu a ideia do nome do blog. Passo então a explicar :

 

Escolhi um nome relacionado com a minha 'ssoa mas... alguém já tinha tido ideia parecida.

"A um metro e meio do chão" seria o nome perfeito...não fosse já haver um blog chamado "A um metro do chão".

Então pensei :"Ah caraitas, 'tão e agora?! Mas que grande merda! 'Tou danada! Olha, vou mas é ver o "Fator X" com esse grande querido, João Manzarra!"

E assim foi.

Estava eu a ver um programa onde entrou um miúdo que pertencia à equipa da Sónia Tavares quando, de repente o João Manzarra se sai com esta pérola :

 

..."E esta foi a atuação do João, um pequeno caso sério de talento e popularidade"...

 

E foi assim que este espaço ganhou um nome :

Pequeno ( porque meço mesmo 1,50  ) caso sério (porque nunca me levo a sério e porque passo a vida a dizer merda para fazer os outros rir)

 

E pronto.

Agora que já me desnudaram por completo, o mínimo que podem fazer é voltarem cá.

Todos os dias.

Até irem para o Lar. 

Ou voltarem para o Júlio de Matos.

A gente vê-se por lá, na hora do recreio. 

Eu sou a que tem a corda:

 

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Faz o que eu digo,não faças o que eu faço

por Pequeno caso sério, em 14.10.19

Dar conselhos aos outros é sempre muito fácil. 

Não comas isso por causa do colesterol (diz alguém que se bateu com uma sande de torresmos);

Não fumes! (diz quem acende um cigarro com outro)

Não bebas,olha o fígado! (diz quem à sexta-feira apanha grandes carroças)

 

E por aí fora.

Nada como sermos coerentes e agirmos de acordo com o que pregamos...ou então pomo-nos a jeito da vida nos pregar uma partida e sermos vítimas do velho ditado "Pela boca morre o peixe" 

 

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Horóscopo

por Pequeno caso sério, em 11.10.19

Célia, solteirona convicta, era uma assídua consumidora de horóscopos, tarots e de tudo o que se relacionasse com as ciências do oculto.

Tinha no professor Karamba, o seu ídolo de vida e o seu "festival" preferido era em Vilar de Perdizes.

Ontem, Célia abriu a revista "Maria" e claro, foi direitinha às páginas do horóscopo.

Procurou o seu signo e no item do amor dizia o seguinte:

 

"Este mês o amor vai bater à sua porta."

 

 

O que é que a Célia fez depois de ler isto?

 

Foi direitinha ao Leroy Merlin.

 

Fazer o quê?

Isto:

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              Just in case .

 

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Joker

por Pequeno caso sério, em 10.10.19

(Post escrito logo depois de ter assistido ao filme. Cinco dias depois, continuo a martelar  no que vi...e desconfio que vou  ficar assim durante muito tempo. Não é qualquer filme que consegue isso. Não comigo.)

 

 

 

Já quase tudo foi dito sobre este filme:

Que tem uma interpretação magistral de Joaquin Phoenix;

Que tem uma banda sonora do caraças;

Que os cenários e o guarda roupa nos transportam para um passado que podia bem ser presente. 

 

 

O que talvez ainda não se disse é que para aqueles que, como eu, foram ao cinema na expectativa de ver apenas um filme sobre a personagem do universo Batman, provavelmente sairam de lá -como eu- com muitas coisas a pulsar na cabeça. 

É um filme que nos vai dando consecutivas bofetadas e puxões de orelhas enquanto nos revemos em atitudes menos corretas (ainda que inconscientes) :

a falta de empatia pelo outro; 

a incapacidade de imaginar o que vai na cabeça daquela pessoa que viaja connosco todos os dias nos transportes;

o não procurar saber realmente o que está por detrás de cada história que se cruza com a nossa;

os estigmas e preconceitos que vamos interiorizando;

o quão avassalador é ser invisível nomeadamente quando se padece de uma doença que não se vê mas que corrói;

a (desumana) falta de apoios institucionais para quem precisa de ajuda e que podiam mudar o rumo de uma vida. De várias vidas.

 

 

À parte dos inúmeros adolescentes presentes na sala que continuam a ir ao cinema pelas mesmas razões que eu ia quando tinha a idade deles (#amasso) , foi muito interessante observar os comportamentos dos adultos que lá  estavam. 

O ser humano é de facto muito bizarro.

Ver gente adulta a rir desalmadamente de cenas que nos deviam mexer com zonas sensíveis é muito revelador da sociedade (doente) em que vivemos.

 

Remates finais:

1- Se não atribuirem um Óscar a Joaquin Phoenix , será tremendamente injusto.

2- Vejam. Vejam que provavelmente serão os 6,70€ mais bem empregues do ano.

3- Estreou no início de outubro...e tem 9 em 10 de IMBD. Mas eu não concordo. Porquê?

Creio que ainda não há escala onde possamos encaixar este filme.

 

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Ah e tal...

por Pequeno caso sério, em 09.10.19

 

...temos que ser amigas 'dosjanimais, coitadinhos, protegê-los daquelas gajas que usam as suas peles ao pescoço ou naqueles casacos 'muita caros!

 

 

Sim senhora.

Têm toda a razão 'masjatão e os insetos, hum?!

Desses ninguém se lembra, certo?

Errado!

Tininha Ferreira lembrou-se. 

E torturou-os até à morte.

Ver-da-di-nha.

Apanhou uma Lepidoptera ,cortou-lhe uma asa para cada lado e espetou-lhes umas campainhas de escola bem no meio 'dajasas !

Sonsa.

Com aquela carinha é um verdadeiro  Dexter  das borboletas:

 

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Staff#9

por Pequeno caso sério, em 08.10.19

 

Esplanada com Sol.

Com muito Sol.

Peço uma Água com sabor a maçã. Fresca.

Enquanto espero pela água, reparo num pedaço de mau caminho  homem na mesa em frente à minha que sorri.

 

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Olhei para um lado.

Olhei para o outro.

Olhei para trás. 

Tudo isto para me certificar que era MESMO para mim que aquele sorriso se destinava.

Era mesmo.

Chegou-se à minha beira e, um pouco nervoso evidenciado pela forma como se coçava, iniciou a conversa: 

 

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(ele não sabia mas a conversa podia nem ter existido. As covinhas na cara, por si só, eram o passaporte para entrar no Staff. Como ele não se deu conta disso, continuei a fazer charme)

 

 - Pequeno caso sério, certo?

 

- Certíssimo. 

 

- O meu nome é Jefrey Dean Morgan.

 

- Prazer. Muito prazer. (ai filho,nem imaginas como)

 

-Tomei a liberdade de a abordar pois sei que está a constituir o Staff para a campanha desta edição dos "Sapos do Ano" para a qual, decerto, as suas leitoras já a nomearam.

 

- É verdade, estou mesmo. A equipa ainda não está completa pois as leitoras são muito taradas  exigentes.

 

-Compreendo...mas creio que seria uma mais-valia na sua equipa. Pelo que vi ,na minha faixa etária só há outro membro e creio que a maturidade também é importante. 

 

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- Tem razão. 

 

- Então isso é um sim?! 

 

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Não sei...isso vai depender do que as minhas leitoras decidirem...sabe como é, uma coisa destas não pode ficar só nas mãos de uma tarada  pessoa...é demasiada...responsabilidade.

 

-(ele,tristinho já a ver a vidinha a andar para trás)   Compreendo...

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-Olhe Jeffrey ,essa língua não está a ajudar...

 

-Desculpe...mas estou triste .Nem imagina o que eu podia fazer por si...

 

- Imagino pois! Ó se imagino...

 

- Não queria mesmo perder esta oportunidade...

Tive uma idéia. A Pequeno caso sério consulta as suas taradas  leitoras e depois 

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-Ok. Fica combinado. Agora veja lá se me atende mesmo o telefone, hein? É que o número é privado.

 

-Prometo. Largo tudo o que estiver a fazer pois vou estar ansioso à espera desse telefonema. Mesmo que esteja no meio de uma fo....fona.

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Maneiras que é isto 'migas. Ficou nas vossas mãos.

E agora, a pergunta que se impõe é:

      'Mequié?

Contrato ou não?

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Zé Carlos,o brócolo

por Pequeno caso sério, em 07.10.19

 

Era uma vez um brócolo.

Chamava-se Zé Carlos.

Vivia muito só, no frigorífico de Odete. 

Zé Carlos tinha como certo um de dois finais:

Ou era comido como todos os seus irmãos haviam sido, ou acabaria por ir parar ao lixo, depois de amarelecer, esquecido na gaveta dos vegetais.

 

Zé Carlos tinha muita dificuldade em fazer amigos e a vida dentro da gaveta dos vegetais não era fácil.Todos os dias era vítima de bullying  por parte dos outros companheiros de gaveta.

 

As cenouras, altas e magras, umas tiazocas do pior, não se misturavam com ninguém ;

 

Os nabos,gordos,desajeitados e com pêlos no cu, eram sempre poucos e não chegavam a aquecer o lugar;

 

A alface, espaçosa, gostava de se ouvir e as suas folhas levavam dias inteiros a matraquear umas 'cajoutras ;

 

Os tomates andavam sempre em grupo e eram os piores . Batiam à vez no Zé Carlos relembrando-lhe que fedia e que ia ficar esquecido até ir parar ao lixo;

 

A beterraba aparecia de vez em quando mas era uma esquisitóide  que estava sempre metida no canto dela. Zé Carlos ainda tentou uma vez qualquer coisa com ela mas a gaja estava com o período, maneiras que não rolou;

 

O alho francês,sempre com ar de rufia  de cabelo espetado, muito alto e esguio,vivia atravessado na gaveta e com ele, ninguém queria confusões. Para além disso tresandava e portanto ninguém se atrevia a chegar perto;

 

A salsa, os coentros e a hortelã, fúteis, também conviviam apenas entre si e só falavam de perfumes.

 

E a vida do Zé Carlos era isto.

 

Sempre que a porta do frigorífico se abria, a vida do Zé Carlos ganhava outra luz. Não só porque a lâmpada do frigorífico funcionava bem mas porque o desgraçado acalentava a esperança de ainda vir a ter companhia .

 

E foi isso que um dia aconteceu.

Odete abriu o frigorífico e depositou na gaveta uma linda couve flor. 

E Zé Carlos,como gajo que era, fez o que os gajos sabem fazer como ninguém. Em vez de aproveitar a oportunidade,  fazer -se à couve e acabar com aquela solidão, o que é que ele faz?

Exato. Perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado.

 

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Uma anedota por dia, não sabe o bem que lhe fazia #38

por Pequeno caso sério, em 04.10.19

-Ó Antunes...

 

-'Qui é?

 

-Sabes o 'qué um Luso descendente?

 

-Um quê?!

 

-Um Luso descendente, porra!

 

-Eu não ...mas espera aí que posso ver na net.

Olha diz aqui 'cum Luso descendente é uma 'ssoa  'cos pais são 'tugas e 'cos antepassados emigraram para outro país.

 

- Vês?! É por isso que nunca vou à net ver nada. Essa merda 'tá toda mal!

 

- 'Tá nada pá! Se diz aqui é porque é verdade.

 

- É nada ! Um Luso descendente não é isso!

 

- Ai não ?!

 

- Não !

 

-'Tão  explica lá, ó sabichão!

 

- Não vou explicar mas vou mostrar.

 

-Hã?!

 

- Nunca 'óvistes 'dzer 'cuma imagem vale mais que mil palavras?

 

- Já ...mas nunca percebi 'qué 'quessa  merda queria dzer...

 

- 'Tão olha e aprende 'queu 'num duro 'pa sempre.

Um Luso descendente de verdade, 'mêmo daqueles originais é isto pá:

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