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Tributo

por Pequeno caso sério, em 03.07.19

De nada servem as homenagem depois de morto. Devemos reconhecer o talento e o mérito das pessoas enquanto estão vivas e suficientemente lúcidas.

É isso que quero partilhar convosco hoje. 

 

Uma das maiores bandas de todos os tempos chama -se Led Zeppelin . Para mim é  "A"  banda. É óbvio que só os especiais conseguem transmitir  a várias gerações, repito,várias gerações, emoções assim tão fortes. Isto para quem gosta do género, claro.

O que aqui partilho hoje retrata a admiração, o respeito e a beleza de poder ver um Senhor muito emocionado e outros dois completamente extasiados com o que iam assistindo.

A plateia estava completamente enfeitiçada e caraças, não havia como não ficar. O que eu não teria dado para ter assistido a isto! Já vi e revi dezenas de vezes.Arrepio -me sempre. 

 

Todos nós temos uma música especial a que associamos a um momento único e por isso é frequente dizermos que é a música da nossa vida . Stairway to Heaven , é a minha .Tornou -se minha por nenhuma razão especial  mas foi ficando e reaparecendo inexplicável e surpreendentemente muitas  vezes .

Já chorei de raiva, já me emocionei, já curti muito ao som desta música e nem sempre fui eu a procurá -la.

Cruzámo- nos era eu miúda e não a soube entender. Acompanhou -me na adolescência e hoje, adulta, mãe de uma adolescente , continuo a sentir -me emocionalmente ligada a ela.Desconfio que serei a unica velhota no lar de idosos a curtir Led Zeppelin.

 

E quando eu pensava que já a tinha ouvido de todas as maneiras possíveis, eis que a Senhora Ann Wilson me mostra que estava enganada.

Se quiserem assistir ao espetáculo todo deixo aqui o link. Acreditem,serão vinte e dois minutos de pura emoção. 

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Murais

por Pequeno caso sério, em 02.07.19

Se pensam que vão encontrar aqui uma tese de mestrado sobre os murais facebookianos, tirem o cavalinho da chuva.

Os murais de que quero falar são outros. Daqueles feitos de tijolo/betão que tantas vezes servem para colar cartazes a publicitar espetáculos ou outro tipo de eventos que vão desaparecendo apenas porque são colados outros por cima.

Ao invés de  usar os muros apenas para isso, era muitíssimo mais interessante se neles se colassem frases que de alguma forma obrigassem quem as lê a retirar delas algum ensinamento. 

Não sei se repararam mas esses cartazes estão estrategicamente  colados em locais onde os condutores passam algum tempo no pára-arranca logo, seria o sítio ideal para refletir. 

 

Um cartaz gigantesco de uma só cor.

 

Com letras gigantescas.

 

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Água mole em pedra dura,tanto bate até que fura.

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A gaja e a praia

por Pequeno caso sério, em 01.07.19

A gaja decide ir à praia. 

A gaja só tem depilação daqui a quinze dias ...e parece que tem uma meia do palhaço , portanto, agarra - se à gillette e trata do assunto.

A gaja escolhe o biquini entre os mesmos 427 que já tinha o ano passado. Todos lhe ficam mal porque está gorda que nem uma porca  encolheram. Invariavelmente, decide-se por um preto,que diz que emagrece mais as 'ssoas. [AHAHAHAHAHA]

A gaja parece uma lula e por isso besunta -se toda com um protetor que  a deixa  ainda mais  branca. E peganhenta.

A gaja avança para a escolha da roupa e o drama continua. Calções? Nem pensar! A gaja opta por um vestido de cavas,fluido, preto,até aos pés, tipo burka. Há lá coisa com mais ar de praia? Não há não senhor.

Agarra na bolsa com o telemóvel, bateria portátil , batom, soro fisiológico, tampões ,toalhitas,fita para o cabelo,espelho e mais 356 coisas completamente inúteis, e lá sai de  casa. 

Leva, na melhor das hipóteses, meia hora até o pé tocar na areia.

Chega à praia e procura um bom spot para o chapéu de Sol. Estende a toalha, ou tenta,vá, porque o vento é tanto que a gaja mais parece que está num ringue de wrestling , tendo como única adversária, a toalha.Com muito esforço, a gaja lá ganha o round.

Senta -se triunfante na toalha. Vem uma rabanada de vento que lhe deixa o cabelo num estado miserável e a areia toda colada ao corpo, tipo croquete.

A gaja decide ir à água .

Primeiro um pé.

Depois o outro.

A água salgada começa a atuar nos poros recentemente tocados pela gillette e a dor instala-se. Milhões de pequenos choques elétricos invadem as pernas da gaja...mas ela resiste, como se nada fosse. Porquê? Já vão descobrir.

Devagarinho, lá chega com água até à cintura. Faz a sua mija e sai elegantemente da água qual baleia Pamela Anderson. Tudo a olhar para a gaja. Porquê? Ora, um glamour só ao alcance de poucos: 

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Depois desta barraca, a gaja decide estender -se ao Sol para secar. Vira -se para um lado.Vira -se para o outro.Começa a doer-lhe o corpo.

Senta -se.

Começa a bufar pois não se sente bem em posição  nenhuma.

Quarenta  e cinco.

Quarenta e cinco minutos depois de ter chegado, a gaja já podia dar o dia de praia por terminado. Eu disse podia porque gaja que é gaja, não dá o braço a torcer e aguenta umas boas horas e não vem embora sem levar com uma bola. Ou duas.

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