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Uma anedota por dia, não sabe o bem que lhe fazia#34

por Pequeno caso sério, em 31.05.19

Casal de velhos deitados na cama.

Velho mexe - se para um lado.

Mexe - se para o outro.

Volta - se de barriga para cima.

Torna a repetir a coreografia . Três vezes seguidas.

 

A velha já passada pergunta - lhe:

 

- Olha lá,  mas tu hoje não sossegas? Pára lá quieto e deixa - me dormir caraças! 

 

- Estou nervoso...

 

- Com o quê?  Dói -te alguma coisa?

 

- Não...

 

- Então é o quê? 

 

- Acho que estou a ser ameaçado por terroristas...

 

- Terroristas? ! 'Tás parvo ó quê?! 

 

- É verdade mulher! Recebi uma encomenda e quando abri era uma caixa de balas de revólver ...

 

- Ó homem, não eram balas! Eram supositórios!

 

- Ai é? ! 'Atão como é que explicas a carta escrita em árabe que vinha com a caixa?!

 

- Ó porra...isso era a receita escrita pelo médico!

 

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Cagando e andando

por Pequeno caso sério, em 30.05.19

Nunca pensaram o que terá originado algumas expressões populares? Eu já.

Há algumas mesmo parvas, tipo, "A cavalo dado não se olha o dente!"

Mas quem será que inventou esta merda? Será que foi em plena época medieval e o cavalo tinha os dentes podres? Ou será que teve escorbuto e ficou desdentado?

Acho que nunca se saberá a verdade. 

É um bocado como aqueles documentários que vemos na televisão sobre os animais. Como é que o narrador sabe as verdadeiras intenções dos bichos? Não sabe! Tira umas pelas outras e às vezes, acerta. E mesmo que não acerte nenhum bicho tem televisão para ver e dizer que aquela porra é tudo mentira.

 

Voltemos às expressões. 

 

Há uma que me intrigava particularmente :

          "Cagando e andando!" 

 

Será que quem inventou isto ia largando umas poias enquanto virava as costas ao seu interlocutor? 

Ou será que se gaseava valentemente enquanto andava descontraído na rua?

 

 

Anos.

Anos da minha vida intrigada com isto!

Até ontem:

 

2019-05-27 23.43.02.png

 

Tenho a certeza que este modelo de Vespa  seria muito apreciada nesta altura de afluência às praias. Se uma 'ssoa ficasse retida no trânsito, sempre podia ir rentabilizando o tempo.

 

 

 

 

Pequeno caso sério, um ser humano muito à frente do seu tempo...

É apreciá-la enquanto a tendes .

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E esta, hein?

por Pequeno caso sério, em 29.05.19

Sabem aquelas 'ssoas que têm o cabelo naturalmente muuuiiiitoo encaracolado?

Estava aqui a pensar porque é que será que essas 'ssoas não têm os pêlos igualmente encaracolado noutras zonas do corpo...

Não. Não era aí que estava a pensar... 

E também não é esse nível de encaracolamento a que me refiro.

 

Por exemplo, se na cabeça é assim

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Porque é que as pestanas não são assim?

2019-05-28 19.59.05.png

 

Não percebo. 

Alguém me explique ó faxabor! 

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Nós por cá #7

por Pequeno caso sério, em 28.05.19

No outro dia andei a fazer uma limpeza à carteira.Entre talões de 1994 já com a tinta toda carcomida , botões de camisa e cotão, havia de tudo um pouco. Guita que é bom nada, mas em compensação a cada compartimento, uma surpresa. A mais caricata de todas foi a data de obrigatoriedade de renovação do cartão de cidadão que quase me passou: outubro de 2019.Como estamos em maio,caguei na cena .

 

Em casa da minha mãe fiz esse comentário e o meu pai alertou - me que os prazos de marcação/espera são longos e que por isso seria melhor marcar já. Em alternativa, há sempre a hipótese de ir às cinco da manhã marcar vez na fila da loja do cidadão. 

" Mesmo coisas à velho! - disse eu com um ar gozão- 'pera aí que já vou mesmo ligar para marcar uma coisa que só vou precisar daqui a cinco meses! Sei lá se até lá morro...deve - me fazer cá uma falta o cartão de cidadão nessa hora, queres ver?! Tenho mais que fazer!" 

 

E fui à minha vidinha.

 

Mas, os pais, têm a capacidade inata de nos mexer c'os nerves mesmo a quilómetros de distância, maneiras que dei por mim a ouvir a voz do meu pai, em modo assombração, a dizer- me :

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"Ligaaaaaaaaaa para a looooojaaaaa do cidadãããããoooooo!"

 

 

E eu, cética  obediente lá liguei.

 

Uma camada de nerves aventura.

De um número mandaram ligar para outro. Desse outro disseram que o tempo de atendimento da chamada era superior a dez minutos mas que podia continuar a aguardar ou então fazer o agendamento on- line . Foi o que fiz .

Adivinhem lá quando é que arranjei vaga e nem sequer é na área da minha residência? 

Junho? 

 

Nã.

 

Julho?

 

Nã, nã.

 

Agosto?

 

Era o querias!

 

Setembro?

 

Bingo! Mas só no final.

 

Ensinamentos a retirar desta história:

1- limpar a carteira mais amiúde;

2- ouvir o que os velhos dizem;

3- tomar um Xanax (ou dois) antes de ligar para estas linhas de atendimento. 

 

 

Agora ide.

Ide lá limpar a carteirinha e verificar o prazo de validade do vosso cartão de cidadão. Expira em 2023? Eu se fosse a vocês, marcava já. 

 

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Fake

por Pequeno caso sério, em 27.05.19

Extensões de cabelo✔

 

Pestanas postiças ✔

 

Unhas postiças ✔

 

Sutien push - up✔

 

Cinta modeladora dos infernos que apertam e escondem qualquer godilhão e graças à qual aprendes a rezar para não te dar vontade de mijar ✔

 

Pernas reveladoras da  ausência de exercício físico mas que insistes em exibir num  vestido que escolheste usar no casamento da tua prima que não vês há 10 anos mas que está cada vez melhor, a porca  ✔

 

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É que já estou mesmo a ver, depois de vários copos, na fila do"apita o comboio", toda estrampirada, deixar o gemeo fake escorregar até ao tornozelo.

 

Um glamour só ao alcance de poucos. Muito poucos.

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To tell or not do tell?

por Pequeno caso sério, em 24.05.19

Há uns anos aconteceu-me uma coisa que já deve ter acontecido a muito boa gente:uma amiga começou a sair com um merdas que, entre vários predicados,galava tudo o que mexesse. 

Como já lhe conhecia o historial,alertei-a.

Levou a mal.

Ficou azeda comigo durante algum tempo. Acho que pensou que lhe estaria a invejar a sorte pois na altura eu estava sozinha e saíamos muito as duas.

Só que não.

Podem faltar-me muitas aptidões mas de burra tenho muito pouco . Acho que o criador  me quis compensar a falta de centímetros e o excesso de maluqueira  com um faro apuradíssimo para detetar a filha da putice a léguas. 

 

Os meses foram passando e a coisa foi ficando mais...séria. Prometi a mim mesma que nunca mais lhe diria uma única palavra sobre o gajo. E assim foi. A nossa relação de amizade voltou a ser o que era mas o gajo continuava a ser um assunto sobre o qual nenhuma das duas ousava falar. Um verdadeiro elefante na loja de cristais.

Eu sentia - a feliz e isso... bastava.

O gajo foi tentando conquistar a minha simpatia mas teve azar : sou de ideias fixas e quando quero/preciso sou a filha da puta mais fria à face da Terra. Não me orgulho disto mas a verdade é que esta é uma das características mais vincadas em mim.

 

Um dia, sem que nada o fizesse prever, vi-o com outra gaja num sítio improvável. Ele não me viu e eu fiquei com um dilema por resolver : contar ou não contar. 

Segui o meu instinto e contei.

Resultado: o gajo desmentiu tudo e a minha "amiga" zangou-se comigo de vez.

E foi graças ao meu instinto que percebi que afinal aquela pessoa não merecia a minha amizade. 

Ao longo do tempo fez várias tentativas para se reaproximar de mim mas lá está , este feitiozinho de merda apagou do disco rígido qualquer sentimento que algum dia nutri por aquela pessoa. Como se nunca tivesse feito parte da minha vida.

E nunca mais me lembrei desta história...até hoje ter visto isto no Facebook:

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Para que conste, eu não sou a poia. 

E de fofinhice também não tenho nada.

Portanto, descobri que afinal sou um cérebro. Foram precisos 46 anos. Mas cheguei lá. 

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Ao cuidado dos senhores "ciclistas"

por Pequeno caso sério, em 23.05.19

Caros senhores,

venho por este meio deixar - vos uma questão que me atormenta há anos e que ultimamente se agravou . 

Antes, porém,  quero dizer que tenho a maior consideração por quem pedala na estrada dado que já perdi alguém de quem gostava muito em cima de uma bicicleta .Maneiras que tenho cumprido sempre as regras todas mesmo quando não eram obrigatórias.Todavia,confesso que nos últimos dois anos tenho sido acometida por instintos assassinos quando vos vejo a gozar o prato. Várias vezes. É que sabem, eu não jogo com o baralho todo e um dia, a coisa dá - se.Hoje esteve quase.

Gostava muito de saber quem foi o cabrão que teve a triste ideia de legislar o pedalanço aos pares mais à puta da distância de segurança que temos de preservar. Com certeza não o fez a pensar na merda de estradas que temos ,cheias de buracos, sem bermas e onde mal cabem dois carros em sentido contrário, mais trinta graus às seis da tarde e mais vocês a empatarem o caralho do trânsito . 

Não sei se já repararam mas estou um bocadinho azeda. É que hoje, eu apanhei isto tudo. Durante quase meia hora. Repito, meia hora a apanhar com o Sol nas ventas a 30km/h numa fila de carros que nunca mais acabava.

Pergunto- me se apesar da lei estar do vosso lado, não deveria imperar o bom senso... 

Pois.

Passemos então à pergunta para ver se a partir de hoje já durmo mais tranquila e não passo boa parte do tempo a magicar como é que vos lixo sem me lixar a mim:

 

2019-05-22 18.52.13.png

 

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2019-05-22 18.52.57.pnghum? 

 

Ansiosamente  aguardando uma resposta, 

 

                                     Pequeno caso sério 

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How do you do it ?

por Pequeno caso sério, em 22.05.19

Muitas vezes sou questionada acerca dos temas sobre os quais me lembro de escrever os meus posts.

É certo que o segredo é a alma do negócio MAS posso adiantar que 99,9% das vezes, as "coisas" aterram - me no colo. Ou passam - me para p'la vista e pronto, tenho de fazer alguma coisa. 

Ontem foram as gomas.

Hoje foi um poste esfolado. Sim senhora. Leram muito bem : um poste esfolado.

Como é que eu podia olhar para isto e não dizer nada sobre o assunto?

 

2019-05-21 17.35.39.png

A imagem tinha a seguinte legenda:

 

"Se vês o mesmo que eu , necessitamos de terapia".

 

 

 

Marco consulta para quantas ?

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Teddy Bears jelly gums do demóine.

por Pequeno caso sério, em 21.05.19

Sabem aquelas gominhas do demóine em forma de ursinhos com aquele ar doce de quem não tem muitas calorias e até faz bem ao cabelo e às unhas? 

Já olharam bem para aquilo? Já? Eu não. Nunca ficam muito tempo na minha mão. Dá - se-me um espasmo e saltam diretamente para a boca. 

Mas ouvi dizer que aquilo é malta que com aquele ar sonso, tem como único objetivo levar-nos a cair na asneira de provar uma pensando que só uma não faz mal.

Pois não. 

O problema é que se forem como eu, nunca é só uma.

Primeiro papo o avô, depois a avó, depois o pai, logo a seguir, a mãe e quando dou por mim já dizimei uma família inteira.

- Hum, Pequeno caso sério? ! Uma família inteira ? Mas 'atão as gomas lá têm família mulher?! - perguntam vocês com esse ar de apresentador cagão de concurso televisivo que só sabe as respostas porque lhas dizem ao ouvido.

Têm sim senhora!

Aliás há várias linhagens. É só terem tempo para averiguar. Mas escusam de procurar na 'ternet, que não se safam.

Como sou uma jóia de moça, ensino aqui o procedimento :

1- compram um saco de gomas dos ursinhos 

 

2- espalham todas em cima da mesa. Mas só depois de colocarem o ançaime.

 

 

3- começam a desenhar a árvore genealógica 

 

2019-05-20 07.10.13.png

4- fotografam para memória futura

 

5- tiram o ançaime e devoram tudo

 

6- amaldiçoam a hora em que o fizeram quando quiserem vestir aquelas calças e as putas não passarem do quadril.

 

7- ficam deprimidas

 

8- abrem um saco de gomas para afogar as mágoas.

 

 

#operacaobiquini2019

#esteanosolavaideburka

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46

por Pequeno caso sério, em 20.05.19

Foi há 46 anos

Que o inevitável aconteceu

Seus pais andaram no tufa-tufa

E o resultado apareceu

 

Nasceu linda e saudável 

Cresceu (?) de igual maneira 

Sempre alegre e bem disposta

E danada para a brincadeira

 

Na escola não deu chatices

Porém não houve como fugir

Quem perto dela estava

Não conseguia parar de rir

 

E foi esta a única forma 

Que a miúda de tamanho singular 

Arranjou para se defender

E a timidez  afastar

 

O tempo foi passando

E a fama persseguia-a

Quem dela se aproximava

Já sabia ao que ia

 

Agora, já adulta (?)

registo é igual

Amante confessa da galhofa

É seu dom natural

 

E como se  os que a rodeiam

Já não fossem o suficiente 

Ofereceram - lhe um blog

P'ra pôr mais gente doente

 

Fez ontem 46 anos

Esta mulher mistério 

Que a bloga tão bem conhece

Como Pequeno caso sério 

 

E como o poema vai longo

Vamos já terminar

Não sem antes porém 

A imagem de marca deixar

 

A todos os que por aqui passam

E já sabem o que a casa gasta

Não se vão daqui embora

Sem ler linguagem nefasta

 

46 primaveras completas

O que já é uma grande perda

Quem gosta dela, erga a taça 

Quem não gosta, vá à merda!

 

46th-birthday-2.gif

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