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Pôr ou não pôr...eis a questão !

por Pequeno caso sério, em 14.07.16

Andava aqui consumidinha dos 'nerves porque queria fazer um piercing.

Não queria uma coisa igual a toda a gente.

Queria que fosse especial  e  que as pessoas ficassem com vontade de lhe pôr as mãos.

Queria uma coisa discreta  e que me desse um ar mais juvenil.

Não pode ser muito grande pois queria pôr um no nariz e outro por baixo do lábio inferior...ali mesmo mesmo ao centro do queixo.

Depois de muita pesquisa  acho que encontrei.

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O que acham ?!

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Vómito

por Pequeno caso sério, em 13.07.16

Então, pequeno caso sério, que imagem te marcou no final do jogo?

Esta:

A imagem de um Senhor que deu tudo, absolutamente tudo o que tinha para dar e que, no final, apenas no final, depois do dever cumprido, deixou o medo,  a ansiedade ,o nervosismo e todas as dores do mundo saírem cá para fora perante muitos milhões de almas .

Por tudo o que deixou em campo - até o vomitado - obrigada Pepe!

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Sou gaja e portanto(tirando algumas exceções)  percebo muito pouco de futebol. Mas quando joga a seleção visto a camisola e transformo-me num pequeno Gremlin.

Muito se disse desde o início do Euro.

A seleção Portuguesa não era uma das favoritas. Aliás, foi sempre o patinho feio de todo o campeonato. Não só para os de fora como para alguns conterrâneos que agora  se obrigam  a engolir a bucha .

Contra tudo e contra todos a tal seleção menor e inofensiva foi ,paciente e estrategicamente, subindo os degraus. 

No jogo de ontem o mais temido aconteceu como aliás o selecionador  Francês já tinha advertido . (... )"Se há um plano para parar o Ronaldo ainda não há quem o tenha encontrado. É um enorme jogador, tem uma qualidade impressionante. No futebol há duas coisas difíceis de contrariar: a velocidade e capacidade aérea. Neutralizá-lo seria perfeito, mas limitar a sua influência já seria bom."(...)

Didier Deschamps esqueceu-se de um pequeno pormenor:

mesmo saindo de maca do relvado depois de uma agressão propositada casual (por um jogador que não só não vê qualquer cartão como ainda é eleito pela UEFA como jogador do 11 ideal) , o capitão delegou em lágrimas a braçadeira mas também a força de vencer . E foi aí que uma traça, uma simples traça , de todos os sítios do mundo para pousar , decide fazê-lo  na face do capitão dorido (coincidência número dois).

Foi nesse instante que a maré virou.Mesmo com o capitão ferido e neutralizado o patinho feio sem hipótese nenhuma na final, bateu o favorito. Em casa.

Se foi bem feito?  Não. Foi mais que isso. Foi justiça divina. Não apenas com o que se passou durante o jogo mas sobretudo pelo dirty game  feito fora das quatro linhas.

Houve um jogador da seleção francesa que disse em conferência de imprensa antes da final que há outros meios de transporte para além do helicóptero numa clara e irónica alusão às capacidades de Cristiano Ronaldo. Esse jogador tinha razão. Podem agora aproveitar o autocarro que foi visto a desfilar pela capital francesa antes do jogo. 

Outra "coincidência"  engraçada . A torre Eiffel não se iluminou por culpa dos adeptos que se esqueceram de votar na na hashtag que ditaria que a Torre Eiffel fosse pintada com as cores da bandeira nacional. Seria obvio para qualquer pessoa inteligente que assim fosse qualquer que tivesse sido  o vencedor. 

Para terminar deixo um vídeo  que resume  aquilo que devia ser o futebol.

Grande lição dada por uma criança  que, para mim, a seguir ao Rui Patrício, devia ser o herói deste Europeu de Futebol 2016:

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O que é que tenho a dizer sobre a nossa seleção?

Olhem, tenho isto:

e isto,

 e mais isto,

 

 e também isto,

 e algumas vezes isto,

 

 e sempre isto,

 

 

mas o que eu gosto mesmo, mesmo, mesmo de dizer  é isto:

 

 

'Bora lá moços! 

No domingo até os comemos!!!!!

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A gaja e os aviões

por Pequeno caso sério, em 06.07.16

A gaja tem muito um bocadinho de medo de andar de avião. Vai na mesma , mas tem medo. 

Tudo o que seja acima das 4 horas é impensável. Digamos que quatro horas é um limite razoável para manter a gaja quieta e caladinha a escutar conversas deste género

As/os assistentes de bordo lá vão fazendo o que têm a fazer mas o facto de estarem a esbracejar umas merdas que ninguém liga nenhuma , não acalmam  a gaja. Divertem  como o camandro mas não acalmam. Tantas e tantas vezes a gaja pensou : "isso, minha monga...esbraceja aí que se esta merda cair vais ver o forrobodó que isto vai ser! É que não sei se sabes, minha monga, mas tu também mergulhas!!!" 

Depois é vê-las /los todas/os pimponas/ões  virem com o carrinho servir uma coisa levemente parecida com café , águas e o caralho-a-sete. Uma 'ssoa está cheia de nerves e querem que coma e beba ?! Para quê? Só se for para justificar o uso da porra do saco de plástico preso na rede do banco da frente!!! Ou então para usar aquele cubiculo do demóine  a que chamam WC.  

A gaja tem medo, muito medo de usar aquela sanita, ou melhor, usar aquele autoclismo. Aquela merda, se uma 'ssoa se descuida, tem uma força capaz de sugar os intestinos e todas as outras miudezas. O "bom" dos WC dos aviões é que uma 'ssoa pode abastecer-se de toalhitas para limpar as mãos para o resto do ano . Eu sei, é horrível , mas eu faço isto. 

Bexiga vazia lá volta a gaja para o seu lugar da tortura a aguardar pelo momento que o cabrão do avião toca com as rodas no chão. 'Eta sensação boa!

É ver toda a gente a ligar os telemóveis e correr que nem loucos para o tapete  das malas. O que a gaja gosta do tapete das malas! É ver toda a gente a acelerar o passo  para ficar com o best spot . E depois há aquele "truque" espetacular que é atar uma merda de um lenço à mala para a distinguir no meio das outras. Só que não pois os milhares de passageiros que circulam no aeroporto tiveram a mesma ideia de cagalhão!   

Malas resgatadas (sem lencinho demora um bocadinho mais)  , é ver a gaja desfrutar de um novo destino nuns merecidos dias de férias.

E depois o que é que vem?! Exato. Vem o regresso a casa............ de avião............................................................. e é ver a tourada repetir-se .

Nervosa a gaja? Nãaaaaaaaaaaa

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Ela é linda sem make up.....or not!

por Pequeno caso sério, em 05.07.16

Antes de começarmos quero fazer um aviso:

estão "na presença" de alguém que só muito recentemente começou a usar um creme para a tromba por causa da idade das manchas. Assim sendo o mundo da maquilhagem ,e seus 5237 acessórios , permanecem para mim um verdadeiro mistério.

Apesar disso , sempre tive  um fascínio por mulheres que se maquilham em  1 hora 10 minutos e parecem saídas de uma qualquer capa de revista , sem uma unica imperfeição. Reconheço que , uma maquilhagem bem feita ** , pode transformar uma pessoa. 

Nunca tive jeito para me  maquilhar. Tomo banhinho todos os dias ,uso desodorizante e perfume (disso  gosto e percebo) . E só.  Ah...e também tiro as remelas.  

Fora isto, não há cá cremes de corpo nem outras cenas desse género. Não é porque não tenha (pois que os tenho todos encostadinhos à banheira...ficam lindos assim todos alinhadinhos!) mas essa praga chamada preguiça é maior que toda a vontade de me "portar bem" e usar todas essas coisas que fazem falta a uma 'ssoa que já não vai para nova. O que é que isto tem a ver como maquilhagem? Tem tudo dado que o ato de  maquilhar leva tempo e dedicação até que saia bem. 

As minhas amigas sempre me incentivaram a usar pelo menos o básico: hidratante e/ou anti rugas, base, blush , batom e máscara (que no meu tempo se chamava rímel).

Depois de tanto me moerem o juízo, ganhei coragem e lá fui falar com quem supostamente percebe da coisa e eis que o "milagre" se deu : aos 43 anos comprei uma base! Depois, pouco a pouco, o objetivo era ter um ar decente (em vez de doente) antes de sair à rua. Se consegui? Durante o tempo que me portei bem , sim. Pena que tenha durado pouco (a desculpa que uso agora é que está muito calor. Desconfio que até dezembro tenho de inventar outra melhor sob pena de levar  uma ensaboadela das minhas amigas).

Para concluir ,  entra aqui a frase proferida pelo AGIR :"Ela é linda sem makeup". Se for a sua mãezinha (raça da mulher que é gira que doi) pois que também concordo. Já eu, comum mortal , vejo-me obrigada a disciplinar-me (para bem da humanidade) e perder este ar de lula deslavada. Mas só quando me apetecer.

** aquela maquilhagem que nos deixa francamente melhores do que antes , sem no entanto parecer que a estamos a usar. Acho que em linguagem paneleira linguagem técnica é o chamado  clean look . As coisas que uma 'ssoa aprende.

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Trios

por Pequeno caso sério, em 04.07.16

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Nervoso miudinho

por Pequeno caso sério, em 01.07.16

Saber esperar é uma virtude que não possuo.

Tenho muita dificuldade em gerir os tempos de espera (sejam eles quais forem) e pouquíssima tolerância para quem, deliberadamente, se atrasa. Se está marcado para as nove, então às oito e cinquenta já lá estou. Se chegarem às nove e dez é bem provável que já me apanhem de trombas.

Mas do que quero falar hoje é daquela sensação que se gera dentro de nós enquanto esperamos: o chamado nervoso miudinho.

Ora esta espécie de nerves (o nervoso miudinho, entenda-se) é coisa que ataca devagarinho e , sem darmos conta, se apodera de nós.

É uma unha que vai à boca; é uma perna cruzada que exibe um pé que abana 347 vezes por minuto; é um olhar para o telefone pela 10ª vez para verificar se não ficou sem bateria; é percorrer uma meia maratona no espaço de uma casa; é olharmos para o roupeiro e não ter nada de jeito para vestir; é o cabrão do cabelo que hoje, logo hoje, não está como queremos; é o bufar 33 vezes por minuto por merdas que não valem mesmo a pena; é o buzinar ao tipo que vai à nossa frente porque vai a pisar ovos (vai nada!); é o bater descompassado do coração porque a merda do jogo nunca mais acaba por milhentas coisas que não estão na nossa mão resolver mas que queremos que se resolvam como imaginámos.

 

Quanto mais longa é a espera mais o nervoso miudinho ataca. E não quero dizer com isto que só se fica assim quando se espera por coisas más. Antes pelo contrário. Dou um exemplo:

Ter alguém que nos é (muito) querido , longe , durante longas temporadas e que ,de repente , temos a hipótese de voltar a ver é coisa para levar o nervoso miudinho a toda uma outra dimensão. Conseguir conter um abraço que se tem guardado durante muito tempo não é tarefa fácil. Dizer tudo que tem para se dizer (nunca se diz…) e perguntar tudo o que se tem para perguntar é coisa para levar um tempo que a vida essa cabra que brinca deliberadamente com os timings não permite que se tenha.

É nessas alturas que entra o olhar. Esse sacana que não deixa escapar nada mas que consegue transmitir TUDO o que se precisa quer.

 

E é aqui minhas caras, é aqui ,(quando finalmente estamos em paz) que o nervoso miudinho desaparece e vai à sua vidinha.

E o que é que acontece a seguir? Ficamos de beicinho porque afinal até gostámos daquela sensação que já acabou.

E é isto. Ser gaja resume-se a isto. Ninguém entende. Nem nós.

 

 

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