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...deixam-me assim

 

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Silêncio

por Pequeno caso sério, em 08.03.16

Há todo um barulho que se gera à volta do silêncio que não consigo perceber.

Como se falar fosse obrigatório e sinónimo de felicidade e/ou sabedoria .Vou exemplificar:

 

-porque raio é que se parte do principio que, se um casal está em silêncio, é porque as coisas não estão bem? (Há silêncios cúmplices e confortáveis  que demoram uma vida a conquistar!)

-se uma pessoa durante uma reunião não diz nada é porque não está a perceber um boi do que se está a falar? (Não necessariamente.Pode manter-se em silêncio porque apenas acha que se está a discutir o sexo dos anjos e que há pessoas que gostam MESMO de se ouvir.Então deixá-las ser felizes assim!)

-se no meio de uma conversa/discussão uma das partes se mantem calada? (das duas uma: ou está a ignorar-nos e já deitou a toalha ao chão ou está,prudentemente, a evitar que a conversa avance e se digam coisas que,depois de ditas, já não podem ser retiradas.)

Numa das coisas mais bonitas que já me disseram, não foram usadas palavras. Foi todo um conjunto de silêncios que eu soube interpretar muito bem. Eu também respondi à altura: com um longo e desajeitado silêncio.

Porque às vezes quando nada se diz ,diz-se todo um mundo de palavras.

 

 

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Saber dizer não

por Pequeno caso sério, em 07.03.16

NÃO.

Parece  simples.Uma sílaba.

Então porque raio é que nos custa tanto dizer e ouvir um não?

Saber dizer não tem que se lhe diga.Dá trabalho e traz consequências por vezes irreversíveis.

Saber ouvir não necessita de poder de encaixe. Tem de se engolir e depois refletir. Refletir dá trabalho.Muuuuuiiiiiito  trabalho. 

Então porque não facilitamos a vida a toda a gente (nós próprios incluídos ) e passamos só a dizer sim?!  Dá muuuuiiiito menos trabalho, ninguém se zanga,toda a gente fica feliz e,acima de tudo,não temos de pensar mais no assunto.

Pois é! É aí que reside o grande  problema. Não querermos perder tempo a pensar seja no que for. 

Dizer que não ao chefe  é tramado.

Dizer que não a quem vive connosco é difícil. 

Dizer que não a um filho é...doloroso!

Dizer que não à família  é tem de ser muito ponderado.

Dizer que não a um amigo é,por vezes, inevitável.

E dizer que não a nós próprios? Qual é o adjetivo que se usa?

Quantas  vezes já dissemos sim, quando na verdade queríamos era mandar tudo à merda e dizer um grande e redondo N-Ã-O ?!

Enquanto criança e adolescente ouvi muitos não. Na altura foi difícil entendê-los mas hoje já consigo perceber alguns. É mesmo assim,faz parte. Aprender a dizer/ouvir não pode demorar toda uma vida e ainda assim, há quem nunca aprenda.

Há pouco tempo tive de dizer um não (daqueles chatos de dizer) à minha filha . Custou-me porque sei que ela ficou desiludida. Ainda assim disse-lho.Porque ser mãe também é saber dizer não (desde que explicados os motivos).

Se foi fácil? Não, não foi .Mas foi necessário e acima de tudo, prudente.

Acredito que se todos os pais dissessem mais vezes não ,tudo seria diferente. Mas isso dava toda uma outra conversa que agora NÃO me apetece ter.

 

 

 

 

 

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Amizade e chinelos

por Pequeno caso sério, em 04.03.16

Há vários tipos de amigos:

Os da infância ; os da adolescência; os colegas de trabalho que viram amigos;os que aparecem já nem nos lembramos muito bem como; os a quem demos o melhor de nós;os que nos deram tanto sem pedir nada em troca; os falsos e oportunistas (que pensam que não damos por nada!);os "da net";os que admiramos; os omnipresentes...

Não importa quem veio primeiro ou em ultimo.

O que é importante é quem fica -pois tinha opção de não o fazer - e nos entra coração adentro!

Assim sendo, há quem aí (dentro do coração) tenha residência fixa mesmo que não pague a renda durante meses!.

Os amigos são, em certa medida, a família que nós escolhemos.

Penso que há na amizade uma espécie de amor.

Não daquele amor sinónimo de paixão mas daquele amor que cuida e trata.

Não como o sapato novo que é lindo e magoa   mas sim como o chinelo confortável e feito ao pé.

Felizmente que tenho chinelos! Vários pares. Todos diferentes. Cada um para o seu momento.Tal como tenho amigos !

Lucky me !

 

 

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Rodrigo,Joana,crianças inglesas, crianças chinesas...

por Pequeno caso sério, em 03.03.16

Normalmente escrevo meio a brincar.

Mas hoje não dá...tudo o que envolva miúdos revolta-me as entranhas! Talvez por viver rodeada deles...talvez por ter a honra de ser MÃE...não sei .

Que espécie de mundo é este onde uma "mãe", alegadamente  assiste à morte de um filho como se nada fosse?!

Quando a ouvi falar na TV, com uma tranquilidade atípica para uma mãe numa situação destas desconfiei logo.Mas depois pensei "lá estás tu...ouve até ao fim...nem todos reagem da mesma forma às situações!"

Ao que parece eu não estava a ser mazinha. Ao que parece eu até estava a ser boazinha.

Quanto mais se descobre mais assustada fico.E a pergunta que faço é sempre a mesma : Como é que estas "mães" conseguem? Como?!

 

Faço aqui uma ponte para outra questão.

O Rodrigo andava na escola. Ao que parece era um miúdo meigo, tímido e reservado  que verbalizou várias vezes que "tinha de resolver a vida" . Tal como ouvi hoje alguém dizer(e bem),um miúdo de 15 anos não quer resolver a vida quer é vivê-la!

E é a isto que assistimos. Miúdos, crianças (cuja única preocupação que deviam ter era serem felizes) serem negligenciados, atormentados e mortos  pelos seres que lhes deram vida.

E é a estes miúdos que pedimos para serem bons alunos...

Como é que um miúdo pode ser bom aluno quando em casa tem um ambiente de merda caos?!

Como é que uma criança pode estar atenta nas aulas  se está cheia de fome, sente-se suja e ,mais importante que tudo isso, sente que ninguém se importa  e tudo o que deseja é que a campainha não toque para não ter de voltar  para "casa"?

Algo de muito errado está a acontecer neste mundo...

 

 

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Bichos

por Pequeno caso sério, em 02.03.16

Desconfio sempre das pessoas que não gostam de bichos .

Acho sempre que não podem ser boas pessoas...fico de pé atrás...

Sou o exemplo perfeito para falar do assunto dado que só percebi o que agora escrevo há três anos quando escolhi para novo membro da família um coelho supostamente anão.

Ah, e tal mas os bichos sujam muito a casa... Sujam sim senhor!

Ah e estragam muito as coisas... Estragam pois! Há que dar tempo ao tempo.

Ah mas depois afeiçoamo-nos e os bichos morrem... Pois morrem! (Mas ouvi dizer que as pessoas também!)

Jamais pensei ligar-me tanto afetivamente a um animal. Mas aconteceu! E isso fez de mim  melhor pessoa!

Ah mas um coelho?!Um coelho não! É um bicho que interage pouco! Não vou respoder porque a imagem fala por si.

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Memória e Saudade

por Pequeno caso sério, em 01.03.16

Memória e Saudade...que raio de palavras !

As duas conseguem  abraçar um  turbilhão de emoções.

Podemos sentir saudade dos que já partiram fisicamente e que não mais voltaremos a ver;

Ter (tanta!!!) saudade de uma gargalhada cúmplice que nunca mais se repetirá ;

Sentir saudade de um cheiro que apenas se imaginou...

Depois...bem, depois há a memória ,que tão bem sabemos ser uma faculdade muito pouco obediente, e às vezes basta um cheiro,uma imagem ,um sabor  e záz! lá vem ela ...a  sacana da  saudade...outra vez!

Memória e saudade,apesar de diferentes (será que são mesmo?), andam de mãos dadas .

Porque é que escrevo sobre isto hoje? 

Só eu, a minha memória e a minha saudade é que sabemos ...

 

 

 

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