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Horóscopo

por Pequeno caso sério, em 11.10.19

Célia, solteirona convicta, era uma assídua consumidora de horóscopos, tarots e de tudo o que se relacionasse com as ciências do oculto.

Tinha no professor Karamba, o seu ídolo de vida e o seu "festival" preferido era em Vilar de Perdizes.

Ontem, Célia abriu a revista "Maria" e claro, foi direitinha às páginas do horóscopo.

Procurou o seu signo e no item do amor dizia o seguinte:

 

"Este mês o amor vai bater à sua porta."

 

 

O que é que a Célia fez depois de ler isto?

 

Foi direitinha ao Leroy Merlin.

 

Fazer o quê?

Isto:

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              Just in case .

 

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Joker

por Pequeno caso sério, em 10.10.19

(Post escrito logo depois de ter assistido ao filme. Cinco dias depois, continuo a martelar  no que vi...e desconfio que vou  ficar assim durante muito tempo. Não é qualquer filme que consegue isso. Não comigo.)

 

 

 

Já quase tudo foi dito sobre este filme:

Que tem uma interpretação magistral de Joaquin Phoenix;

Que tem uma banda sonora do caraças;

Que os cenários e o guarda roupa nos transportam para um passado que podia bem ser presente. 

 

 

O que talvez ainda não se disse é que para aqueles que, como eu, foram ao cinema na expectativa de ver apenas um filme sobre a personagem do universo Batman, provavelmente sairam de lá -como eu- com muitas coisas a pulsar na cabeça. 

É um filme que nos vai dando consecutivas bofetadas e puxões de orelhas enquanto nos revemos em atitudes menos corretas (ainda que inconscientes) :

a falta de empatia pelo outro; 

a incapacidade de imaginar o que vai na cabeça daquela pessoa que viaja connosco todos os dias nos transportes;

o não procurar saber realmente o que está por detrás de cada história que se cruza com a nossa;

os estigmas e preconceitos que vamos interiorizando;

o quão avassalador é ser invisível nomeadamente quando se padece de uma doença que não se vê mas que corrói;

a (desumana) falta de apoios institucionais para quem precisa de ajuda e que podiam mudar o rumo de uma vida. De várias vidas.

 

 

À parte dos inúmeros adolescentes presentes na sala que continuam a ir ao cinema pelas mesmas razões que eu ia quando tinha a idade deles (#amasso) , foi muito interessante observar os comportamentos dos adultos que lá  estavam. 

O ser humano é de facto muito bizarro.

Ver gente adulta a rir desalmadamente de cenas que nos deviam mexer com zonas sensíveis é muito revelador da sociedade (doente) em que vivemos.

 

Remates finais:

1- Se não atribuirem um Óscar a Joaquin Phoenix , será tremendamente injusto.

2- Vejam. Vejam que provavelmente serão os 6,70€ mais bem empregues do ano.

3- Estreou no início de outubro...e tem 9 em 10 de IMBD. Mas eu não concordo. Porquê?

Creio que ainda não há escala onde possamos encaixar este filme.

 

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Ah e tal...

por Pequeno caso sério, em 09.10.19

 

...temos que ser amigas 'dosjanimais, coitadinhos, protegê-los daquelas gajas que usam as suas peles ao pescoço ou naqueles casacos 'muita caros!

 

 

Sim senhora.

Têm toda a razão 'masjatão e os insetos, hum?!

Desses ninguém se lembra, certo?

Errado!

Tininha Ferreira lembrou-se. 

E torturou-os até à morte.

Ver-da-di-nha.

Apanhou uma Lepidoptera ,cortou-lhe uma asa para cada lado e espetou-lhes umas campainhas de escola bem no meio 'dajasas !

Sonsa.

Com aquela carinha é um verdadeiro  Dexter  das borboletas:

 

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Staff#9

por Pequeno caso sério, em 08.10.19

 

Esplanada com Sol.

Com muito Sol.

Peço uma Água com sabor a maçã. Fresca.

Enquanto espero pela água, reparo num pedaço de mau caminho  homem na mesa em frente à minha que sorri.

 

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Olhei para um lado.

Olhei para o outro.

Olhei para trás. 

Tudo isto para me certificar que era MESMO para mim que aquele sorriso se destinava.

Era mesmo.

Chegou-se à minha beira e, um pouco nervoso evidenciado pela forma como se coçava, iniciou a conversa: 

 

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(ele não sabia mas a conversa podia nem ter existido. As covinhas na cara, por si só, eram o passaporte para entrar no Staff. Como ele não se deu conta disso, continuei a fazer charme)

 

 - Pequeno caso sério, certo?

 

- Certíssimo. 

 

- O meu nome é Jefrey Dean Morgan.

 

- Prazer. Muito prazer. (ai filho,nem imaginas como)

 

-Tomei a liberdade de a abordar pois sei que está a constituir o Staff para a campanha desta edição dos "Sapos do Ano" para a qual, decerto, as suas leitoras já a nomearam.

 

- É verdade, estou mesmo. A equipa ainda não está completa pois as leitoras são muito taradas  exigentes.

 

-Compreendo...mas creio que seria uma mais-valia na sua equipa. Pelo que vi ,na minha faixa etária só há outro membro e creio que a maturidade também é importante. 

 

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- Tem razão. 

 

- Então isso é um sim?! 

 

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Não sei...isso vai depender do que as minhas leitoras decidirem...sabe como é, uma coisa destas não pode ficar só nas mãos de uma tarada  pessoa...é demasiada...responsabilidade.

 

-(ele,tristinho já a ver a vidinha a andar para trás)   Compreendo...

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-Olhe Jeffrey ,essa língua não está a ajudar...

 

-Desculpe...mas estou triste .Nem imagina o que eu podia fazer por si...

 

- Imagino pois! Ó se imagino...

 

- Não queria mesmo perder esta oportunidade...

Tive uma idéia. A Pequeno caso sério consulta as suas taradas  leitoras e depois 

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-Ok. Fica combinado. Agora veja lá se me atende mesmo o telefone, hein? É que o número é privado.

 

-Prometo. Largo tudo o que estiver a fazer pois vou estar ansioso à espera desse telefonema. Mesmo que esteja no meio de uma fo....fona.

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Maneiras que é isto 'migas. Ficou nas vossas mãos.

E agora, a pergunta que se impõe é:

      'Mequié?

Contrato ou não?

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Zé Carlos,o brócolo

por Pequeno caso sério, em 07.10.19

 

Era uma vez um brócolo.

Chamava-se Zé Carlos.

Vivia muito só, no frigorífico de Odete. 

Zé Carlos tinha como certo um de dois finais:

Ou era comido como todos os seus irmãos haviam sido, ou acabaria por ir parar ao lixo, depois de amarelecer, esquecido na gaveta dos vegetais.

 

Zé Carlos tinha muita dificuldade em fazer amigos e a vida dentro da gaveta dos vegetais não era fácil.Todos os dias era vítima de bullying  por parte dos outros companheiros de gaveta.

 

As cenouras, altas e magras, umas tiazocas do pior, não se misturavam com ninguém ;

 

Os nabos,gordos,desajeitados e com pêlos no cu, eram sempre poucos e não chegavam a aquecer o lugar;

 

A alface, espaçosa, gostava de se ouvir e as suas folhas levavam dias inteiros a matraquear umas 'cajoutras ;

 

Os tomates andavam sempre em grupo e eram os piores . Batiam à vez no Zé Carlos relembrando-lhe que fedia e que ia ficar esquecido até ir parar ao lixo;

 

A beterraba aparecia de vez em quando mas era uma esquisitóide  que estava sempre metida no canto dela. Zé Carlos ainda tentou uma vez qualquer coisa com ela mas a gaja estava com o período, maneiras que não rolou;

 

O alho francês,sempre com ar de rufia  de cabelo espetado, muito alto e esguio,vivia atravessado na gaveta e com ele, ninguém queria confusões. Para além disso tresandava e portanto ninguém se atrevia a chegar perto;

 

A salsa, os coentros e a hortelã, fúteis, também conviviam apenas entre si e só falavam de perfumes.

 

E a vida do Zé Carlos era isto.

 

Sempre que a porta do frigorífico se abria, a vida do Zé Carlos ganhava outra luz. Não só porque a lâmpada do frigorífico funcionava bem mas porque o desgraçado acalentava a esperança de ainda vir a ter companhia .

 

E foi isso que um dia aconteceu.

Odete abriu o frigorífico e depositou na gaveta uma linda couve flor. 

E Zé Carlos,como gajo que era, fez o que os gajos sabem fazer como ninguém. Em vez de aproveitar a oportunidade,  fazer -se à couve e acabar com aquela solidão, o que é que ele faz?

Exato. Perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado.

 

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Uma anedota por dia, não sabe o bem que lhe fazia #38

por Pequeno caso sério, em 04.10.19

-Ó Antunes...

 

-'Qui é?

 

-Sabes o 'qué um Luso descendente?

 

-Um quê?!

 

-Um Luso descendente, porra!

 

-Eu não ...mas espera aí que posso ver na net.

Olha diz aqui 'cum Luso descendente é uma 'ssoa  'cos pais são 'tugas e 'cos antepassados emigraram para outro país.

 

- Vês?! É por isso que nunca vou à net ver nada. Essa merda 'tá toda mal!

 

- 'Tá nada pá! Se diz aqui é porque é verdade.

 

- É nada ! Um Luso descendente não é isso!

 

- Ai não ?!

 

- Não !

 

-'Tão  explica lá, ó sabichão!

 

- Não vou explicar mas vou mostrar.

 

-Hã?!

 

- Nunca 'óvistes 'dzer 'cuma imagem vale mais que mil palavras?

 

- Já ...mas nunca percebi 'qué 'quessa  merda queria dzer...

 

- 'Tão olha e aprende 'queu 'num duro 'pa sempre.

Um Luso descendente de verdade, 'mêmo daqueles originais é isto pá:

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Haters gonna...love. Or not.

por Pequeno caso sério, em 03.10.19

1 de outubro de 2019.

Quatro anos após a criação deste antro de maluqueira, recebo pela primeira vez, repito, pela primeira vez, um comentário do calibre que mais à frente apresento.

Como toda a blogger tem um hater já tinha estranhado nunca me ter calhado nenhum na rifa . Mas depois pensei que o facto de ser uma zé ninguém blogosférica talvez tivesse ajudado.

Pois bem, esses dias acabaram e se é para ter um hater, ao menos que seja em grande.

Partilho convosco a mensagem que recebi pois pretendo dissecar todas os miminhos que me são dirigidos.Como sempre, tentarei dar o meu melhor. 

Mas que fique aqui o aviso aos possíveis haters que surjam a partir de agora: é que nem pensem que vão ter direito ao mesmo tempo de antena. Esta teve porque me comoveu a...dedicação. Já vão perceber.

 

A indignação da Anónima  surge a propósito deste post  e reza assim:

 

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Comecemos então a análise:

 

Muito tempo livre, de facto

 

É, cara anónima. De facto tenho imenso tempo livre. Um luxo. Tenho tanto tempo livre que lhe posso dedicar um post inteirinho.Já viu que sorte? Também queria ter tanto tempo livre,não era? Olhe, estudasse!

 

 

 Fazer pouco do mal dos outros é triste, mas também de mentes estéreis, mesquinhas e pequeninas não se pode esperar uma grande coisa.

 

Ora aí é que está redondamente enganada ( o redondamente aqui não foi escolhido ao acaso). Se há coisa que tenho fértil, é a imaginação e se frequentasse este antro de maluqueira , sabia isso. E também, como é que queria que a mente fosse grande, mulher? Eu só tenho 1,50 ! 

 

 

Com tanta coisa que tá mal e sobre a qual vale a pena falar e reflectir, vai-se desperdiçar o tempo a escrever um texto, fazendo pouco da desgraça alheia

 

 

Pois é. Tem toda a razão. 

Acontece que o blog é meu, logo escrevo sobre o que me apetecer, certo? Certo.

 

 

Tem noção que é por causa de abeculas como você que essas pessoas se recusam a falar em público e que têm grandes problemas de auto-estima e confiança? Ah não, mas espera, que isto, é mesmo divertido ridicularizar uma pessoa com um impedimento na fala. Ui. De morrer a rir! 

 

Tomara eu.

Tomara eu ter esse poder todo sobre as pessoas e lhe garanto que o mundo seria um lugar bem mais saudável. A começar por todas aquelas que se indignam da forma como a cara Anónima se indignou.

E, mais uma vez revela falta de conhecimento no que escreve. 

Eu não ridicularizo só os problemas dos outros. Não senhora ! Sou muito democrática e ridicularizo tudo o que me apetece, a começar por mim. E sabe porquê? Porque o blog é meu e escrevo nele o que eu quiser.

 

 

Oh Portugal dos pequeninos! Você é pequeno/a e não é de tamanho de certeza. Queira Deus não calhe aos seus filhos. Seria uma puta duma ironia. 

 

Lamento desiludi-la. 

A minha única filha já tem 17 anos. Não creio que a partir de agora comece a trocar os "R" pelos "G" . Mas olhe, antes isso que virar uma I.A. Não sabe o que é? Eu explico. Uma Indignada Anónima.

Referiu ainda o Portugal dos Pequeninos.Gosto tanto! O único sitio onde não tenho de andar com a merda de um banco atrás para chegar a todo o lado.

 

 

E é pena o autor desta pérola deste texto provavelmente já não ler este comentário, visto este já ter algum tempo, mas eu já tinha lido esta merda aqui há uns anos atrás, e agora encontrei-a de novo e decidi que valia a pena dar uma resposta e dizer o quão enojada me sinto por pessoas assim. Isto é, se o comentário chegar a ser aprovado.

 

'Tão não leio?! Leio pois! Leio tudo, aprovo tudo e procuro responder a tudo. Até à data nunca tive motivos para não o fazer . Mesmo que tenha sido escrito há três anos, repito, três anos.

Leu a merda que escrevi na altura. Indignou-se. E ficou a moer nisto três anos. E isso é que é preocupante. Uma adulta (?) fixar uma merda que escrevi há três anos e só agora despejar toda a sua indignação. Isso faz-lhe mal. Deve ter esse fígado bonito,deve. Mas deixe lá. Mais vale tarde, que nunca. Já vomitou tudo e isso é que importa.

 

 

De qualquer maneira, aqui fica. Não vales a merda que cagas, é o resumo da opinião que tenho por ti.

 

 

E fica muito bem . Fica para a posteridade e não será apagado. Sabe porquê? Porque o blog é meu e sou eu que decido o que fica e o que nem sequer vê a luz do dia. 

Quanto a eu não valer a merda que cago é que não estamos de acordo. Faço umas poias bem lindas.

E levo o meu cocó muito a sério.

Magoei. (emoji a fazer beicinho)

Quanto à opinião que tem de mim... aceito. Não a pedi, mas aceito. 

 

 

 

E pronto.

Era isto.

Agora que já teve direito aos seus cinco minutos de atenção, pode ir tratar de tirar esse ar de Jerónimo de Sousa. Porquê? É olhar para a boca do próprio depois de um comício e tirar as suas próprias conclusões.

 

E para provar que sou uma pessoa do bem, e como calculo que tenha esbarrado (novamente. ele há coincidências...) com a merda que escrevi porque deve ter alguém que lhe é próximo que padeça desta condição (ou isso ou é a Pseudo beta que viajava atrás de mim no avião), aqui  fica o nome de uma excelente terapeuta da fala capaz de resolver esse problema num instante:

 

Maguia Teguesa Tguindade Abgueu.

 

 

Boa sorte e saúdinha da boa.

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Sabem aquelas 'ssoas...

por Pequeno caso sério, em 02.10.19

...tão fófis e coise que derramam amor pelos/as respetivos/as  em tudo o que é rede social ?

Esses/as mesmos/as.

São tão fofinhos/as que até têm contas de facebook e shtangrã  conjuntas. Um must.

 

-Ó Pequeno caso sério, 'tão e se nunca se largam, como é que vão à casa de banho arrear o calhau? - perguntam vocês com esse requinte no linguajar que vos é característico e que me choca de sobremaneira.

 

Bem, apesar de não estar habituada a este tipo de linguagem, bondosa que sou, respondo na mesma pois não quero que faleçam. [Não antes de me nomearem. Depois disso,já podem.]

 

 

Sei que tenho a fama de não bater bem da mona; de não ter a roupa toda na mala e de me parar a boneca...mas minhas amigas,temo que esse reinado esteja perto do fim. 

 

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Staff#8

por Pequeno caso sério, em 01.10.19

O telefone toca. Atendo com a coisa mais parva que se pode dizer quando se atende uma chamada: 

-'Tou? (óbvio que estás...senão quem é que atendia a merda do telefone?! Dahhhhhhh)

 

Do outro lado uma voz masculina,algo nervosa, responde: 

 

- Estou sim...tenho o prazer de estar a falar com a vencedora do ano passado dos Sapos do Ano, na categoria de Humor ? 

 

(eu em modo cagona) Está sim senhor. E adianto-lhe já que estou a fazer tudo o que está ao meu alcance para este ano repetir a proeza. Ainda estamos na fase das nomeações mas tenho a certeza  que as minhas leitoras não me vão desiludir. Mas, desculpe, com quem tenho o prazer de estar a falar?

 

-Errr...o meu nome é Ashton...

 

- Santinho filho. Este outono bi-polar dá conta duma 'ssoa, não é?

 

- Creio que não percebeu...o meu nome é Ashton. Ashton Kutcher...

 

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-Hã?!  "O" Ashton Kutcher que foi casado com a boazona da Demi Moore e deixou-a para casar com a deslavada da Mila  Kunis?!

 

- O próprio. 

 

- Ai Jesus... em que posso ser útil? (pensei numas coisinhas ...mas não posso dizer porque o meu marido às vezes lê o blog)  

 

- Tenho uma proposta de trabalho que gostaria de discutir consigo...mas não queria fazê-lo ao telefone...será que podíamos marcar um almoço ou jantar?

 

- 'Tão não podemos?! Ai filho... hoje ! Hoje está ótimo!

 

-E quer que seja eu a marcar ou marca a Pequeno caso sério? É que sei que tem um gosto refinado...

 

-Ai filho , não te moas com isso que eu trato da reserva. À uma da tarde no "Alheira's Palace" ,está bem para ti?

 

- Perfeito. Lá estarei.

 

 

E assim foi.

Uma em ponto lá estava ele à minha espera: 

 

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Olhei para ele e confesso que voltei a pensar numas "coisas"...mas prontes.

 

Comecámos a comer e, usando todo o magnetismo que uma rodela de alheira pode ter, perguntou-me : 

 

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-Sei que anda à procura de membros para o seu staff...por um mero acaso não estaria interessada nos meus ...serviços, não?

 

- Olha filho, por acaso, a equipa ainda não está completa e confesso que me davas jeito...

 

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...Calminha rapaz! Calminha aí que não era nada disso que tinha em mente (piu!). Dava-me jeito ter no meu staff alguém muito alto e que falasse francês dado que a cerimónia de entrega dos prémios é transmitida em todómundo. Alto tu és mas...e francês? Falas?

 

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E pronto. 

Foi assim que a lista do meu staff ficou mais compostinha.

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Depois não me venham cá moer a cabeça que ficaram a espumar da boca. Eu  a-vi-sei!

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Xô!

A andar!

Desamparem-me o blog.

Vão masé trabalhar!

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Ode ao outono

por Pequeno caso sério, em 30.09.19

Outono meu querido outono

Chegaste devagarinho

Continuas bi-polar

E isso irrita-me um 'cadinho

 

De manhã visto casaco

Há dias que  levo botins

Está um frio do caralho

Aos gajos já gelam os tintins 

 

À tarde a história é outra

Fica um calor dum cabrão 

Anda tudo transpirado

E com ranho até ao chão 

 

Anoitece bem mais cedo

Anda tudo numa lufa-lufa

Aparecem as castanhas 

Mesmo boas p'rá bufa

 

De noite, já no sofá 

O vento frio que nem aço

Fica montado o cenário 

P'ra agasalhar o palhaço 

 

Há quem antes, porém 

Ao palhaço faça a folha 

E prefira antes brincar

Com a cobra zarolha

 

Ao critério de quem lê 

Fica como quer brincar 

Nestas noites de outono

Que vieram para ficar

 

Lá diz o velho ditado 

Proferido pelo sábio rei Herodes:

"conforma-te,minha menina,

quanto mais reclamas,mais te fodes!"

 

Dado que não há outro remédio 

E atendendo à  queda da folha

Em duas horas fiz um montinho

E na mão uma bonita bolha

 

Já com tudo limpo e pronto

Prepararava-me para a festa

Vem de lá o cabrão do vizinho

E espalhou-me tudo, a besta 

 

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