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A gaja e as 'ssoas nos aviões

por Pequeno caso sério, em 11.08.17

A gaja não gosta de andar de avião. Ainda assim, e se quer conhecer o mundo ,a gaja uma vez por ano lá se enfia umas (poucas) horas dentro do pássaro de metal .

Enquanto está lá dentro, a gaja arranjou maneira de se abstrair e identificou algumas espécies interessantes dignas de figurarem numa qualquer National Geographic.  A saber:

 

as assistentes de bordo - a gaja pensava que era condição essencial para ser assistente de bordo , falar inglês. Ora o que é que acontece? Acontece que elas falam uma língua que ninguém percebe um caralho para além da palavra "passengers". A gaja tentou, jura que tentou, mas não dá. Também não importa. Se aquela merda cair, ninguém lhes vai perguntar nada mesmo.

 

o comandante confiante- a gaja gosta de 'ssoas confiantes sobretudo quando se trata de alguém que está a conduzir uma lata, no ar, com uma data de gente lá dentro. O que a gaja já não gosta assim tanto é quando o comandante vem ao microfone dizer que é muito bom naquilo que faz, que a experiência é muita, que o tempo está uma maravilha (e portanto a viagem vai decorrer calmamente) e que , 10 minutos após a descolagem a merda do avião abane como gelatina. O comandante afirma a pés juntos que nunca aconteceu em muitos anos daquele trajeto. Tinha de ser hoje. Sorte da gaja.

 

o passageiro da frente- que insiste em deitar o banco para cima da gaja. A gaja fica fodida ! Ter de lidar com o nervoso já é mau. Se a isso acrescentarmos um espaço reduzido, temos a conjuntura ideal para a gaja ficar exaurida dos nerves!

 

o passageiro de trás- que insiste em empurrar com os pés (ou joelhos) as costas do banco onde a gaja vai sentada! Juntem o passageiro  da frente com o passageiro de trás e digam lá se não é uma maravilha? Pois. Podia sempre viajar em executiva não era? Não, não era que não ganho para isso. Uma merda ser pobre, fazer o quê?

 

 

o passageiro nervoso- enerva-se a ele e aos restantes. Abana o pé, abana a perna, roi as unhas e bufa exalando um hálito do demóine.

A-D-O-R-O! 

 

enfardadeira- a gaja é um bom garfo mas há limites. Comida de avião é um deles. A gaja fica sempre surpreendida com a capacidade que algumas 'ssoas têm de enfardar tudo o que vem no tabuleiro seja almôndegas de cagalhão ou água de lavar pés a que as simpáticas assistentes de bordo chamam café.

 

o socialão- esta espécie de passageiro age como se andar de avião fosse a coisa mais natural que existe mesmo sofrendo de tudo o que já descrevi acima. Acresce ainda o facto de , ao fim de 10 minutos , já está a meter conversa com toda a gente. Basta que alguém espirre . Não há pachorra. Uma 'ssoa com medo que aquela merda caia e o gajo a querer conversar. Cala-te e dorme, dasssssssssssss !

 

o soneca- aquele que apaga ainda o avião não descolou, acorda para enfardar tudo o que está no tabuleiro para apagar novamente logo a seguir. A gaja não sabe o que esta gente toma , mas gostava muito de saber (devia ter pedido ajuda ao socialão).

 

a figura pública- aquela pessoa que nos entra pelo écran dentro todas as noites, que viaja em económica -que isto está difícil para todos- mas que fica toda enxofrada quando é reconhecida mesmo que ninguém lhe tenha dirigido palavra e tenha respeitado a sua privacidade.Once a DIVA, always a DIVA.

 

 

 

E depois de tudo isto o que eu gosto mesmo é quando me dizem,

não percebo porque é que não gostas de andar de avião...

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A gaja e os fios

por Pequeno caso sério, em 12.04.17

A gaja não gosta de fios. De cabos também não.

A gaja fca exaurida dos nerves quando vê um fio fora do sítio porque o fio, parecendo que não, é coisa para se emaranhar nos pés duma 'ssoa e deitá-la ao chão.

Se não a deita ao chão o cabrão do fio é coisa para, quando pisado, deixar um pé em muito mau estado só com aquele desnível irritante .

A gaja acha que o fio  faz de propósito e deve pensar mais ou menos isto : Ai pisaste-me sua porca gorda? 'tão toma lá um entorse qué para veres como é bom! 

A gaja acha que aquelas calhas de plástico que servem para esconder os fios, também não são lá grande alternativa pois são feias comámerda.

Maneiras que a gaja pensou, pensou, pensou e pensou no que fazer aos fios/cabos que tinha lá por casa  e parece que achou uma solução . A gaja como é boa pessoa, não se importa de partilhar:

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A gaja e o dia das...gajas

por Pequeno caso sério, em 09.03.17

A gaja não acha piada nenhuma a este dia.

Não porque não esteja grata pelas conquistas que as senhoras do passado fizeram - das quais ela beneficia - mas pelo lado...parvo que se deu à coisa.

 

Há lá coisa mais parva de que um grupo de gajas (por vezes dezenas delas.......'ca medo!) que se juntam num mega jantar servido por gajos ? 

Há lá coisa mais parva do que receber do patrão uma flor para assinalar o dia quando  no dia seguinte volta a fazer aquela cara de cu porque temos de sair mais cedo pois o filho adoeceu de repente?

E as fábricas que neste dia melhoram "o rancho" e no final do mês continuam a fazer distinção entre um homem e uma mulher que desempenham exatamente a mesma função?

E aqueles grupos de gajedo que neste dia solta a franga pelos outros 364 quando vão a uma casa de strip masculino?

Pois.

 

A gaja acha que ser gaja não é isto.

 

Ser gaja é ser respeitada todos  os dias ;

 

É ter a liberdade de ir jantar com amigas quando lhe apetecer (e não apenas no dia 8 de março) , chegar às horas que bem entende e no dia seguinte partilhar as maluqueiras com o companheiro e rirem os dois;

 

É ser reconhecida (ou não) pelo seu mérito profissional e não em função do seu género;

 

 

É ter o direito de dizer umas caralhadas quando lhe apetece sem que olhos castradores se lhe dirijam com o argumento "isso fica tão mal na boca de uma senhora" (quando um homem diz exatamente a mesma merda sem que nada lhe seja apontado);

 

É sentir que chegou a casa e quem lá vive já fez a sua parte porque é mesmo isso, a sua parte, e não se "gabar" disso às amigas como se fosse uma sorte e não um dado adquirido;

 

É não deixar de ser quem se é 365 dias por ano.

 

 

 

Enquanto assim não for para todas, o dia da gaja será apenas isto:

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A gaja e as dietas

por Pequeno caso sério, em 02.02.17

A gaja tem, como toda a gaja, uns quilitos a mais. Coisa pouca mas o suficiente para pensar nisso cada vez que prevarica. Come na mesma mas pensa: "ah merda...não devia comer isto...esta porra vai direitinha morar ali no quadril...'safoda! Se morrer ao menos vou de barriga cheia!"

 

Não sendo perdida por doces a gaja não vira a cara a um pastel de Nata... ou a uma torta de Azeitão... ou a um Jesuíta .Se der de caras com um chocolate amargo , também não se faz rogada.

 

A perdição número um  da gaja são os fritos e por fritos entenda-se tudo o que seja rissol, croquete, empada, coxa de galinha ou pastel de bacalhau. Marcha tudo. Se for um de cada, melhor ainda. Se forem em formato mini então, é o descalabro. Ainda no domínio dos fritos há que dizer que a gaja não vive sem batata frita de pacote...daquelas onduladas...bem salgadinhas que, se é para a desgraça, ao menos que seja como deve ser. 'Cá batatas light ! Isso lá existe?!  

 

A perdição número dois da gaja são os enchidos. Aí a gaja também não é seletiva e desde os torresmos,fiambre, paio,linguiça picante e alheira, a gaja avia tudo sem dó nem piedade. Uma besta, é certo, mas uma besta feliz.

 

Avançando para a comida a sério a gaja é perdida pela gastronomia portuguesa embora aí haja algumas coisas em que não toca : dobradas, feijoadas, coelho,peixe cozido e cabidela. Tirando isto é pôr o que quiserem à frente desta menina e vê-la com o ar mais realizado do mundo.

Para terminar há outra coisinha sem a qual a gaja não passa :queijinho! Seja qual for a cor, seja qual for o cheiro a gaja parece uma debulhadora! 

 

 

'Tão mas isto não era suposto ser um post sobre dietas?-perguntam vocês com a saliva já ao canto da boca depois de ter lido isto tudo.

 

E responde a gaja :

Era mas...

 

 

Nota de rodapé: a gaja avisa  que apenas por terem lido este post ,e ainda por cima com a peida sentada, já engordaram meio quilo. De nada.

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A gaja e os saldos

por Pequeno caso sério, em 29.12.16

A gaja passou nos saldos  descontos.

Sim . Leram bem. Passou.

Foi com o gajo e a gajinha trocar uma prenda de Natal que não servia ao gajo. Aproveitou e deu uma espreitadela em três ou quatro lojas .

A gaja acha que das duas uma : ou está a precisar de ir ao oftalmologista ou (no geral) o que está exposto nas lojas roça ali o javardolas.

 

A gaja fica sempre pasmada quando vê as pseudo - tias perderem a finesse por uma merda de uma blusa que tresanda a made in China. É  vê  - las a remexer os montes como se estivessem na feira de Carcavelos acompanhadas da frase "elas que arrumem! Estão cá é para isso!". Um Glamour que só visto!

Depois há a magia das filas.

Primeiro para o provador que invariavelmente retém um cheiro que oscila entre o texugo com vários dias de morto ou a meia que já anda sozinha. Isto na melhor das hipóteses pois há quem aproveite para largar no provador o seu próprio Channel nr 5  produzido ali na zona da fábrica de fazer cocó. É  verdade. Há gente para tudo.

A seguir temos a fila para pagar. Gigante. Com vários metros de ' ssoas todas contentes porque conseguiram comprar aquele casaco mesmo, mesmo bom que , vai - se a ver, usa - se duas vezes e fica cheio de borboto. Mas não faz mal pois foi comprado por um bom preço . Por menos 1,99€.

 

A gaja gosta de ver as ' ssoas todas contentes a saírem triunfantes das lojas a exibirem os sacos,  quais troféus,  cheios de merdas que provavelmente nunca usarão. 

 

Atão e a gaja, não vai aos saldos,queres ver?- perguntam vocês com esse ar de xoninhas.

 

Não. O caso não é esse. A gaja sofre , entre outras coisas, de uma condição rara : quando tem dinheiro nunca há saldos. Pior . A gaja gosta mesmo mas mesmo mesmo é daquelas coisas que nunca têm saldos. O problema é que a conta bancária da gaja não é compatível com esses gostos. Vai daí a gaja vê -se na obrigação de se resignar à sua condição de pobre e passar pelos saldos, observar a espécie humana no seu melhor e aproveitar para escrever (?) sobre o assunto na esperança de divertir quem a lê . 

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A gaja e o Natal

por Pequeno caso sério, em 22.12.16

A gaja não gosta do Natal.

É nesta altura que a gaja inveja os ursos, ou pelo menos a sua capacidade de hibernar, coisa que a gaja fazia de bom grado. Começava ali a 23 de dezembro e só acordava dia 1 de janeiro...ahhhhhhhhhh   isso é que era ! Mas não. Como do urso a gaja só tem a camada adiposa e algum  pêlo, vê-se na obrigação de levar com esta merda todos os anos. 

Nem sempre foi assim.

Quando era mais pequena a gaja adorava o Natal.

Lembra-se bem de ver a avó materna disfarçada de pai Natal e ela, gajinha ainda, cagada de medo.

Lembra-se de se juntar com os primos e fazer muita algazarra na casa dessa avó. De jogarem ao ar aqueles rebuçados vermelhos e gritar "Neeeeeeevvveeeeeeeeeee" e ver quem apanhava mais. Dado que eram seis crianças numa casa pequena, penso que será facil de imaginar o regabofe.

Lembra-se ainda dessa mesma avó fazer as filhoses de batata doce mais saborosas que alguma vez comeu.

Lembra-se do barulho das vozes dos adultos todos sentados à volta da mesa. 

Depois veio o vazio.Um longo vazio que só voltou a ser preenchido anos mais tarde quando a gaja foi mãe da gajinha.

E tudo assim reinou até há dez anos atrás quando o semi silêncio voltou a reinar perdurando até hoje.

 

À parte desta história que é da gaja mas podia ser de outra gaja qualquer, há outras razões que levam a gaja a não gostar do Natal. A saber:

 

- as 'ssoas transformam-se em pequenos Gremlins em busca do presente ideal que não existe, muitas vezes oferecido a "amigos" que não têm com quem só estão no Natal;

 

- ficam H-O-R-A-S na fila para o bacalhau, marisco , bolo rei e outras tantas nas filas da caixa para pagar !  Que me tenha apercebido, há 2016 anos que se comemora o nascimento do moço pequeno Jazus sempre no mesmo dia, certo? ENTÃO PORQUE CARALHO SE SUJEITAM A TUDO ISTO ??? ;

 

-não contentes com as horas que passam no supermercado, logo a seguir, passam outras tantas na fila para enrolar as prendas. Ó foda-se!!! Há papel no chenês a um euro !!! E não rasga!!!! E podem levar duas horas a embrulhar um par de peúgas e 26 caixas de Ferrero rocher e/ou Mon cheri sem enervar ninguém!!!  Na vossa casa!!!!;

 

-ouvir os agudos da mamalhuda  quiducha  da Mariah Carey na casa de banho do shopping enquando esperamos a nossa vez de libertar aquele cagalhoto que está ali mesmo, mesmo a querer conhecer o mundo;

 

-olhar para as montras e ver aquelas camisolas de pura lã virgem made in Bangladesh  com renas e o caralho a sete que NINGUÉM VESTE. Digam-me que ninguém veste aquilo por favor!

 

Por esta altura já imagino cabeças a abanar desse lado e dizer: Tchhh, tchhh...ai Pequeno caso sério, Pequeno caso sério:

Olhem...pois que não sei onde anda o sacaninha.

Creio que o perdi ao longo da vida.

Ou foi isso ou foi dos chicolates  que roubava à socapa da árvore que,vai - se a ver, também não são o que parecem:

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Vá, agora que já têm a minha visão sobre o Natal ide lá enfardar que nem umas lontras que depois falamos.

Se não conseguirem cá chegar a andar, rebolem. De nada .

E já agora, Feliz Natal.

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A gaja e o carro sujo

por Pequeno caso sério, em 14.11.16

A gaja detesta lavar o carro. Refila ... protela a ação o mais que pode mas chega o dia em que tem de ser.

Já tentou várias abordagens :

 

-esperar que chova. Normalmente não resulta e a gaja lá acaba por passar à abordagem número dois.

 

- a lavagem manual que custa o olho do cu onde há uma 'ssoa que faz, literalmente, o trabalho sujo , e usa uns panos que já foram utilizados 256 vezes antes, o que deixa a gaja com sérias duvidas sobre o conceito de limpeza . Nesta modalidade a gaja assiste a tudo de braços cruzados ficando ali naquela angustia se deve ou não mandar bitaites correndo o risco de acabar com um pano encharcado nas ventas. Inevitavelmente , quando o trabalho acaba, a gaja acha sempre que ,se fosse ela a fazer ficaria melhor, o que nos leva à abordagem número três.

 

- o Self service nos centros de lavagem. A gaja bate os tapetes, aspira o carro por dentro e descobre onde andavam os cabelos que lhe caem da cabeça , volta a pôr os tapetes, põe-se novamente na fila para entrar na box de lavagem. Lá chegada a gaja põe todas as moedas que traz consigo em cima da maquineta e começa a festa! Em primeiro lugar há que dizer que a  água sai com uma força capaz de mandar com a gaja ao chão. Mas a gaja não se rende. Lá agarra na agulheta do demóine e continua como se aquilo não fosse nada. Depois temos os "salpicos" que a coisa deita que deixam a gaja com os sapatos todos sarapintados, o cabelo desgrenhado e as ventas todas borradas de rímel. Por esta altura já a gaja está toda enrolada à puta da mangueira que está suspensa no ar. A gaja mantém a pose. Acabam-se as moedas e a gaja tem de ir naquelas figuras trocar uma nota. Inevitavelmente encontra alguém conhecido. Como é educada, cumprimenta a pessoa sabendo de antemão que tem um visual parecido com uma utente do Júlio de Matos mas sem o colete. A gaja lá põe mais umas moedas e acaba a coisa. Enfia-se dentro do carro, estaciona  e começa a tirar o excesso de água dos vidros com um pano. Repara que os vizinhos do lado têm 14 frascos diferentes entre ceras, líquidos e brilhos. Eles riem-se da gaja usar apenas um pano . A gaja acha que eles são panisgas !

 

Quando tudo acaba a gaja chega à conclusão que a limpeza ficou uma grandessíssima merda, que gastou mais dinheiro que se tivesse ido à lavagem manual mas em compensação descobre que tem músculos que não sabia existirem e que nos dias seguintes se farão notar. 

A gaja lá vai, descabelada, sarapintada de água com detergente , com o rímel todo esborratado mas com o carro limpinho.

Anda dois quilómetros. O que é que acontece? 

 

a) a gaja pisa uma poça de lama ao desviar - se de um buraco

 

b) a gaja apanha um carro à sua frente que vem de uma prova de todo-o-Terreno

 

c) chove

 

Para o deleite do leitor a gaja informa que, quando chegar ao céu, ela e o S. Pedro vão ter de acertar contas. Ai vão , vão!

 

Em jeito de conclusão a gaja informa que vai deixar de lavar o carro  e espera honestamente que aquelas 'ssoas muito atentas à limpeza dos carros dos outros em vez disto

 a  brindem com isto

 Agradecida.

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A gaja e os pêlos

por Pequeno caso sério, em 04.11.16

A gaja, como toda a gaja que se preze, tem pêlos , muitos deles em zonas que fazem uma falta como a merda  fome. Destaque para aqueles três pêlos ralos que nascem no dedo grande do pé. Ainda ninguém me conseguiu explicar para que é que aquela merda serve.

 

A gaja quando viu aquele anúncio da H&M onde uma moça ostentava uma farta cabeleira no sovacame ficou enojada aliviada por saber que a coisa podia virar moda porque assim não tinha de se depilar com tanta frequência. 

 

A gaja tem cabelos que caem com a mesma frequência que respira. Há cabelos da gaja no chão de casa ,no carro, na roupa, na almofada e no ralo da banheira  

Vai daí que a gaja pôs-se a pensar que, à quantidade de pêlos que larga quando está a tomar banho,e dado que não os apanha a todos, os sacanas  tinham de ir para algum lado.

Estava a gaja com estes pensamentos profundos quando a gajinha lhe mostra isto:

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O que a gaja quer saber agora é como é que vai explicar ao gajo a presença do primo do Tony Ramos , no seu chuveiro , consigo em pelota.

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A gaja e os desodorizantes

por Pequeno caso sério, em 04.10.16

Depois de meio mundo ter postado essa informação tão pertinente como é a da chegada do mês de outubro e já quase a acabar o calor, a gaja debruça-se hoje sobre uma das maiores falácias de todos os tempos .

Quis o destino que esta bela moça que vos escreve para além de pequena e com mau feitio, viria também a padecer de um mal que a enerva de sobremaneira. Pois que a gaja ,apesar de lavadinha e de gostar de perfumes, tem dias que parece que tem um texugo morto debaixo dos sovacos , não pela quantidade de pêlos que diz que agora está na moda basta olhar para o novo anúncio da H e M  mas sim pelo odor que, aparentemente, só a própria nota.

Vai daí que na tentativa de solucionar o problema, a gaja desbrava o maravilhoso mundo dos desodorizantes e descobre que, desde que era adolescente até hoje, já foi embarretada tantas vezes que já dava para fazer uma viagem jeitosa.

Comecemos pelos diplomatas: os  sprays. Há ali uma certa distância que é preciso guardar. Gosto disso. Quanto à função que deviam desempenhar, lamento, mas são uma valente merda. Não só não eliminam o cheiro como ainda lhe acrescentam outro odor . Ora isto tudo junto é coisa para fazer vomitar uma 'ssoa na hora de voltar a passar essa camisa a ferro. Ponto forte? No inverno o spray é coisa para custar menos. 

Avancemos para outra categoria: os roll-on. Ao contrário do primo spray , o roll-on gosta do contacto físico e ataca ali o sovacame de uma 'ssoa sem dó nem piedade fazendo lembrar aquelas tias velhas que dizem 'Cá beijinho à tia , deixando rasto e tudo.Como as velhas.

Ora o rasto que o Roll-on deixa na roupa acabada de vestir é coisa para deixar a gaja à beira de um ataque de nerves. Pior que isso só mesmo a merda das manchas amarelas que se agarram à roupa e de lá já não voltam a sair. Use o que se usar. Mais facilmente furam a roupa do que a nódoa de lá sai.

Ahhhh...e o que a gaja gosta do Einstein dos desodorizantes!! Não conhecem?! Então é aquele  inteligente que não só acaba com o fedor de uma 'ssoa, como ainda deixa o branco ficar branco e o preto ficar preto . Tão esperto o meu menino!

Por fim temos o velhaco dos desodorizantes: o antitranspirante. Ó porra, se isso fosse verdade porque é que cada vez que a gaja vai ao supermercado há sempre uma marca nova a prometer a mesma coisa , hum?

 

Bem vistas as coisas o melhor mesmo é a gaja parar de gastar dinheiro e deixar o texugo ali 'ssogadito pois aparentemente o bicho vai hibernar até ao próximo verão. Para além disso, parece que as gajas não transpiram. As gajas brilham .

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A gaja e a cozinha

por Pequeno caso sério, em 16.08.16

A gaja não gosta de cozinhar. Faz o trivial que invariavelmente podia estar melhor por uma questão de sobrevivência. 

A gaja utiliza pilhas  de loiça para fazer uma merdice , loiça essa que vai ter de ser lavada e arrumada.

A gaja é fã do canal 24 kitchen mas raramente consegue que os seus pratos se pareçam com os que viu na TV.

As unhas da gaja também não são compatíveis com a cozinha. Basta fazer qualquer coisa e é vê  - las a escamar qual corvina. A gaja podia usar luvas e tinha o problema resolvido. Podia. Se houvessem luvas que servissem à gaja. Mas não há. Caras , baratas ...nada! Fica tudo grande e largo o que faz com que a gaja deixe cair tudo .

Pior que tudo isto é quando a gaja , sem idéias,  pergunta o que querem para o jantar, e ouve a frase "qualquer coisa" !

Ahhhhhhhhh! O que a gaja gosta de ouvir isto! É a frase perfeita para se dizer a quem não gosta de cozinhar! Se querem ver a gaja exaurida dos ' nerves é dizerem isto!

Por último ,  mas não menos importante, temos a questão dos cheiros . Ele é cheiro a cebola ou a alho que não sai das mãos; ele é  o cheiro a fritos que se entranha no cabelo de uma ' ssoa ; ele é o cheiro a refogado que permanece no ar infinitamente. Há lá coisa ' mai linda do que chegar a casa às dez da noite e cheirar a refogado do almoço?  Não há não senhor!

Aparentemente a gaja não  é a única maluca com estas ralacões . Ao que parece, já inventaram a solução para parte destes problemas na cozinha. A gaja lamenta a idéia não ser sua mas vai usar a dica.

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