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Os restaurantes e a sua "fauna"

por Pequeno caso sério, em 17.05.16

Uma 'ssoa aprende muito acerca do ser humano quando vai a restaurantes. Basta olhar em volta enquanto esperamos que a comida venha. Ou a sobremesa. Ou a conta. Qualquer bocadinho serve. Se somos habitués  melhor ainda .

Começa logo no STAFF. Pode acontecer umas de duas situações: ou têm um ar muito polido e depois vai-se a ver prestam uma merda de atendimento, ou têm um ar assim para o badalhoco mas são umas joinhas e prestam um serviço à maneira. Quase que já nem precisamos de pedir nada. 

Depois vêm os objetos de estudo propriamente ditos pois , como sabem, eu sou uma 'ssoa que  dedica horas da sua vida ao estudo de assuntos tão profundos  que vão desde o papel higiénico, à análise dos folhetos da Media Markt .

 

Ora bem, voltando à clientela.

Em primeiro lugar temos os pseudo- betos- ai- que -polidos- que- nós -somos.

Basta haver uma falha por parte do STAFF  e é ver a  polideza a ir-se. Faz lembrar aquele slogan do chocolate  "tu não és tu quando tens fome". Esta espécie de clientela atua em bando normalmente ocupando várias mesas dos restaurante.

Em segundo lugar temos os clientes pode ser. O cliente pode ser atua normalmente em pares ou trios e ,como são indecisos por natureza, mamam toda a merda que lhes põem à frente. Se tiverem a sorte de apanharem o tal STAFF joinha , até se safam. 

Em terceiro e ultimo lugar temos a espécie Eu-é -que-sei- e - estou -cheio- de- azedume. A espécie Eu-é -que-sei- e - estou -cheio- de- azedume tanto pode atuar em grupo, como em par , como em trio ou até mesmo sozinha. Esta espécie de cliente refila assim que entra pois como não tem lugar  , naturalmente, tem de esperar pela sua vez. Podia ter telefonado para marcar lugar? Podia pois, mas assim já não tinha porquê destilar veneno. Há lá coisa 'mai linda do que ver esta malta de pé a olhar para quem come?!

Para este tipo de pessoas tenho duas coisas a dizer:

1ª - normalmente há uma lista e as pessoas são chamadas à vez  à medida que os lugares vão ficando disponíveis.

2ª - ninguém, repito, ninguém come mais depressa com pena de vocês. Aliás, por norma ainda fazem pior. Ora pensem lá comigo: as pessoas estão a pagar para serem atendidas, é fim de semana e estão (normalmente) a relaxar. Acham mesmo que vão comer mais depressa para vos cederem o lugar, só porque vocês olham para elas enquanto levam cada garfada à boca ?! Exato. Não vão!

 

Para concluir o domínio da espécie  Eu-é -que-sei- e - estou -cheio- de- azedume , é preciso acrescentar que são umas fegas do caraças e que é preciso ter nervos de aço para não vos mandar à merda.

Se vos trazem broa , não gostam de broa. Se vos dão só pão fatiado, perguntam se aquilo é pão para três , pois que devem estar a brincar convosco depois de terem estado dez minutos horas à espera da vossa vez.

Se a tudo isto juntarmos ainda o facto desta espécie berrar falar num tom parecido aos feirantes que vendem atoalhados, temos os meus vizinhos de mesa deste ultimo sábado.

Sou ou não sou uma sortuda com a vizinhança ?! Sou sim senhor!

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5 comentários

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De Pandora a 17.05.2016 às 16:18

E correndo o risco de ser fuzilada, junta a esse espécie criancinhas mal criadas, que berram tanto ou mais que os progenitores, que saem das cadeiras e andam por onde querem a chatear quem lhes apetece, e os progenitores nem ai nem ui. Bela educação.
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De Pequeno caso sério a 17.05.2016 às 18:05

Junto pois. Esses pikenos pertencem à espécie pseudo-betos-ai -que-polidos-que nós -somos.
Dá -me vontade de lhes pregar logo um par de bofetões (e aos pais também! )
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De Pandora a 17.05.2016 às 22:47

Principalmente aos pais... 
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De Magui Ferreira a 17.05.2016 às 16:44

Há uns anos em Évora, eramos um grupo de 6 pessoas e no restaurante serviram-nos as entradas que incluía uma determinada iguaria , passado pouco tempo entrou um grupo de turistas japoneses com uma guia, que puseram os olhos em bico nas nossas entradas, quando foram servidos e não lhes trouxeram a tal iguaria, queixaram-se num grande chinfrim, de repente vindo não sei de onde (da cozinha presumo) aparece o cozinheiro, homem possante, com bigode de meter respeito e pôs aqueles bacanos todos na linha, para aprenderem a ser civilizados (que segundo consta até são, mas provavelmente só no país deles.)
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De Pequeno caso sério a 17.05.2016 às 18:12

Estou a imaginar a cena . Essa malta dos olhos em bico só sabe ser civilizada lá para as bandas do Oriente. Devem achar que cá  não sabemos o que é isso. Que nervesssssss.

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