Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Cortem-me os pulsos!!!!!!!!!!!!!!!!

por Pequeno caso sério, em 24.02.16

Ontem li isto e não queria acreditar ...mas tenho uma sugestão para os cabrões ginecologistas que escreveram este artigo...aliás, tenho VÁRIAS...todas elas extremamente dolorosas...mas sempre respeitosas das tradições culturais!!!!

 

 

 

 

"Excisões "minimalistas", que permitam respeitar as tradições culturais sem pôr em perigo a saúde das mulheres, devem ser toleradas. É o que defende um artigo assinado por dois ginecologistas norte-americanos e que está a causar polémica entre os especialistas.
créditos: AFP

"Não defendemos que as intervenções sobre os órgãos genitais de mulheres são desejáveis, mas sim que certas intervenções devem ser toleradas pelas sociedades ocidentais", escrevem os dois autores numa revista especializada, o Jornal de Ética Médica. Em vez de falar sobre mutilação genital, os dois médicos ginecologistas recomendam o uso do termo "alteração genital" para descrever os diferentes métodos de excisão e os riscos que lhes estão associados.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), organização que lançou uma campanha contra esta prática, cerca de 200 milhões de mulheres foram vítimas de excisão no mundo, principalmente na África e no Médio Oriente.

 

O procedimento envolve a remoção parcial ou total da genitália externa feminina (clitóris, lábios grandes e pequenos) e é realizada em crianças, às vezes muito jovens, e em adolescentes por razões culturais, religiosas ou sociais. A prática pode levar à morte.

Leia também: Países onde se pratica Mutilação Genital Feminina

Para os médicos Shah Kavita Arora e Allan J. Jacobs, ambos de Cleveland, nos Estados Unidos, há dois tipos de excisão que podem ser tolerados: as que não têm efeito duradouro sobre a aparência ou o funcionamento dos órgãos genitais e aquelas que mudam "ligeiramente" a sua aparência, sem ter um efeito duradouro sobre a capacidade reprodutiva ou satisfação sexual das mulheres.

Os dois autores comparam essas intervenções à circuncisão masculina, que é aceite e legal no mundo ocidental. No mesmo artigo, os dois médicos defendem que todas as excisões que perturbem a sexualidade e o curso da gravidez ou do parto devem ser proibidas.

Esta opinião despertou fortes reações, nomeadamente na comunidade médica.

Para Ruth Mackin, médica na Escola de Medicina Albert Einstein de Nova York, "uma tradição cultural destinada a controlar as mulheres, mesmo da forma menos nociva, deve ser abandonada".

Brian D. Earp, investigador norte-americano especialista em bioética, teme, por seu lado, que a autorização de excisões "mínimas" seja um "fiasco", multiplicando os problemas legais, regulamentares, médicos e sexuais.

Este cientista defende também uma "atitude menos tolerante" diante da circuncisão, sublinhando que as crianças dos dois sexos "não devem ter seus órgãos sexuais alterados ou retirados antes que possam compreender e autorizar este tipo de intervenção".

Arianne Shahvisi, da universidade britânica de Sussex, estima que uma abordagem minimalista teria poucas chances de culminar no objetivo desejado por estas mutilações, "que é controlar o apetite sexual das mulheres".

 

csscissors.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)



foto do autor




Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.